Maioria das empresas usa energia ultrapassada; veja como se modernizar!

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Embora não se dêem conta disso, a maioria das empresas brasileiras está presa a um modelo de uso de eletricidade ultrapassado: o Mercado Regulado. Mais caro e poluente, ele tem sido deixado de lado ao redor do mundo para dar lugar ao Mercado Livre de Energia, ambiente de negócios mais barato e ecológico que tem ganhado adeptos no Brasil – alguns deles na região de Cachoeiro de Itapemirim, inclusive.

No Mercado Regulado, que concentra todas as pessoas físicas do Brasil e a maioria das pessoas jurídicas também, a energia é necessariamente comprada de concessionárias de distribuição, sem que seus participantes tenham liberdade para negociar nada.

Já no Mercado Livre de Energia, os consumidores têm espaço para negociar todas as condições comerciais da eletricidade que consomem, incluindo fornecedor, tempo de contrato e o valor que estão dispostos a pagar.

O Chile foi o primeiro a criar um Mercado Livre de Energia, ainda na década de 1980. Inspirados, outros países começaram a regulamentação do novo modelo na sequência. A Nova Zelândia, em 1994, foi quem abriu totalmente o setor pela primeira vez.

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Hoje, essa forma de consumir eletricidade já se consolidou em diversos locais ao redor do mundo. Nos Estados Unidos, 65% das pessoas usam o Mercado Livre de Energia. Na Europa, esse número chega a 100% em alguns países. Em Portugal, por exemplo, o governo aprovou a extinção do Mercado Regulado.

No Brasil, o Mercado Livre de Energia foi implementado na prática em 1999. Atualmente há cerca de 26 mil unidades consumidoras neste modelo, agrupadas em 10 mil consumidores, segundo números da Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel). Isso equivale a um crescimento de 700% nos últimos 10 anos.

Esses números devem crescer ainda mais conforme vão diminuindo as barreiras de acesso. Atualmente, além de ser uma empresa, é necessário ser um grande consumidor, com 500 kW de demanda contratada, para entrar sozinho no Mercado Livre de Energia. Existe, porém, uma alternativa a isso, que é a realização de um processo chamado de agregação de cargas, no qual unidades consumidoras diferentes se unem para atingir os 500 kW necessários.

Esses obstáculos regulatórios fizeram com que o país ficasse atrasado por muito tempo em relação ao resto do mundo. Em ranking de 2021 da Abraceel, o Brasil ficou abaixo de outros 54 países em matéria de liberdade de escolha no setor elétrico.

Porém, a tendência é que esse cenário mude radicalmente com a aprovação do Projeto de Lei nº 414, de 2021. O PL, que encontra-se na Câmara dos Deputados, propõe permitir que todos os consumidores do país, tanto cidadãos quanto empresas, possam aderir ao Mercado Livre de Energia com qualquer quantidade de demanda contratada. Caso aprovado, o Brasil se tornaria o 4º país no mundo com mais liberdade energética.

Como entrar no Mercado Livre de Energia hoje

As empresas podem se adiantar em relação às suas concorrentes e começar hoje mesmo sua migração para o Mercado Livre de Energia. Para isso, precisam de uma gestora para intermediar essa transição. Entre as empresas que prestam este tipo de serviço, há aquelas que trabalham somente com eletricidade vinda de fontes renováveis, que é outra tendência do futuro. Esse é o caso da Clarke, startup de São Paulo que atualmente conta com 7 clientes no Sul do Espírito Santo.

Como gestora, a Clarke promete eliminar toda a burocracia de seus clientes no processo de migração. Ela escolhe o modelo de compra de energia mais eficiente, encabeça todos os processos legais junto aos órgãos reguladores e compila os dados e relatórios de economia para que o cliente veja todos os benefícios de forma clara e simplificada. O resultado disso se dá em uma economia de até 30% na conta de luz, além de menos emissões de CO₂.

O público alvo da Clarke são negócios que têm contas de luz de grupo A (alta tensão) com valor médio mensal a partir de R$ 10 mil. Interessados em contratar os serviços da empresa podem fazer uma simulação gratuita da economia clicando aqui.

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