Colagua: 61 anos caminhando junto com o produtor de leite para o desenvolvimento do Caparaó

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“Aqui não há o maior produtor ou o menor produtor, todos somos iguais no que se refere à representatividade”, com essas palavras que o diretor presidente da Cooperativa Laticínios Guaçuí (Colagua), Sr. Burthon Moreira de Oliveira, define o relacionamento entre conselho e cooperados. Com esse pensamento desde sua fundação, a Colagua completa mais de seis décadas sendo uma aliada dos produtores de leite da região.

Diretor presidente da Cooperativa Laticínios Guaçuí (Colagua), Sr. Burthon Moreira de Oliveira

Com 200 cooperados, a cooperativa abrange uma área com municípios do Caparaó capixaba, Noroeste Fluminense e Zona da Mata mineira, se consolidando como uma marca regional. É através do cooperativismo que os produtores de leite têm acesso às informações, tecnologias e retorno financeiro.

Ainda de acordo com o diretor presidente, é por meio da cooperativa que a tecnologia e a informação alcançam as propriedades rurais. “A cooperativa faz chegar aos produtores, especialmente ao pequeno e médio, algumas soluções e recursos, que por si só os mesmos não conseguiriam adquirir, como assistência técnica através da fecundação in vitro (FIV), palestras técnicas, dentre outras. Além da função social e econômica, a cooperativa assegura ao produtor dar vasão à produção de leite”, explica.

Desenvolvimento regional

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Além de ser uma grande aliada dos produtores rurais, o sistema comercial da cooperativa traz benefícios econômicos regionais. Hoje, a cooperativa mantém um parque industrial onde produz 16 produtos derivados do leite, com mão de obra local. Os produtos Colagua têm um grande mercado na região Metropolitana do Estado, possibilitando um fluxo de recursos da Grande Vitória para as regiões que a cooperativa abrange, além de gerar riqueza e desenvolvimento.

“É um ciclo muito virtuoso, pelo fato de conseguirmos trazer recursos externos para dentro de um contexto microeconômico onde se tem tão pouco investimento em determinados segmentos. Para o desenvolvimento da região, o cooperativismo é uma ferramenta de inclusão social e econômica, que basicamente, consegue introduzir no ambiente regional o desenvolvimento através da Educação, que é a transferência de conhecimento e de tecnologia, que fazemos através dos projetos de assistência e melhoramento genético”, completa o Sr. Burthon.

O diretor presidente também salienta o sistema democrático que o cooperativismo proporciona, e sendo assim, nas assembleias são apresentados resultados, ações, balanços, além de serem pautados os relatórios de gestão de atividades para o próximo ano, onde há uma grande expectativa da participação e um maior envolvimento do quadro social com a cooperativa, assim o cooperativismo se fortalece. É isso que a cooperativa busca no dia a dia. “A Colagua é um patrimônio regional”, finaliza Sr. Burthon.

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