Clarke e mercado livre de energia: contas de luz de empresas podem ficar até 30% mais baratas

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Foto: Thiers Turini
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“A Clarke é uma das maiores startups de energia do Brasil. Ajudamos os consumidores na compra de energia livre, geralmente energia limpa. Dessa forma, há redução de impacto ambiental, além de economia que pode chegar a 30% nas contas”. As palavras são de Pedro Rio, CEO da Clarke Energia, que apresentou o evento “Liderando o futuro da indústria de rochas”, no dia 10 de junho, em Cachoeiro de Itapemirim.

 “Acreditamos muito no polo de Cachoeiro. São indústrias que dependem muito de energia elétrica. E gerar até 30% de economia nas contas é uma forma de permitir que a empresa invista em sua estrutura e contrate novos funcionários. A Clarke vende energia e queremos ver o empresário crescer”, continua Pedro Rio.

 A Clarke nasceu em 2019 com a proposta de reduzir os custos com energia elétrica. O grupo atende desde pequenos empreendedores até empresas de grande porte, utilizando o chamado mercado livre de energia. A ideia é não se prender a nenhum fornecedor de energia e, por isso, sempre sugerir o contrato mais adequado para cada negócio.

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O que é mercado livre de energia?

O mercado livre de energia, proposta que foi apresentada aos empresários do setor de rochas durante o evento, pode ajudar as empresas na redução dos custos. “O mercado livre de energia é um processo onde o consumidor pode comprar sua energia direto do fornecedor. Atualmente, as distribuidoras vendem a energia que adquiram via leilão público. Então, o consumidor paga pelo leilão e, além disso, pela distribuição. Além disso, a distribuidora é responsável por levar a energia até o consumidor. São dois contratos entre distribuidora e consumidor: o leilão da energia e a distribuição. Quando esse consumidor vai para o mercado livre, ele diz para a distribuidora: ‘olha, não quero mais que você compre a energia para mim. Agora quero comprar energia livremente. Só quero que você traga para mim’. O consumidor, então, desvincula os dois contratos que tinha e mantém apenas o de distribuição. Dessa forma, esse consumidor vai ao mercado escolher livremente quem vai ser seu fornecedor”, explica Pedro Rio.

A proposta do mercado livre de energia já é bastante difundida em outros países e, agora, chega ao Espírito Santo por meio da Clarke, conta Tiago Pessoti, sócio e fundador da Apex. “Não estamos inventando a roda. Isso é uma tendência mundial. É um processo que foi trabalhado em outras economias. A ideia é que caminhemos para algo que traga eficiência e é isso que buscamos nesse novo mercado”.

Alternativas competitivas

Foto: Thiers Turini

O empresário e presidente do Centrorochas, Tales Machado, enfatizou a importância da busca por redução de custos no setor. “A energia gera um custo muito alto em nossas indústrias. Estamos, portanto, sempre buscando alternativas para reduzir esses gastos para o empresário ter ainda mais competitividade no mundo globalizado”.

Foto: Thiers Turini

 O deputado federal, Felipe Rigoni, também esteve no evento e acrescentou que a energia no Brasil tem um custo elevado e é um item que pesa em toda cadeia de produção. “O Brasil tem uma energia muito cara e que dita a produtividade da indústria. Na prática, se a energia for cara, tudo fica mais caro. Se não tivermos métodos de conseguir energia de forma desburocratizada, como o mercado livre de energia, o custo fica alto”.

Clarke e  energia limpa

Além da redução de custos, o fator ambiental também precisa ser levado em conta. O Brasil tem uma das bases energéticas mais limpas do mundo, com 80% da produção é de fontes renováveis. No entanto, há 20% que precisa de atenção, explica o fundador do ECO 55 – primeiro HUB de ESG do Espírito Santo – Guilherme Barbosa.

Foto: Thiers Turini

 “Ainda que tenhamos uma energia mais limpa, ainda adiciona muito carbono na nossa cadeia. Com investimentos em energias mais limpas, como fontes eólicas e solares, a tendência é que possamos escolher de onde comprar”, explicou.

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