Weydson Ferreira – O homem forte de Victor Coelho

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Foto: Wanderson Amorim
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Todo governo tem um homem (ou mulher) forte depois do mandatário.  Normalmente é alguém que trafega entre o técnico e o político, com dupla habilidade para pensar um governo administrativamente e ao mesmo tempo ser o interlocutor com o mercado político. Às vezes funciona muito bem, noutras vezes não, mas tudo depende da ótica que se vê.

Por exemplo, Theodorico Ferraço (DEM) tinha na gestão 2000/2004 o gerente municipal Ari Moreira, considerado por todos como o poderoso chefão do seu governo. Dizia sim e não, e resolvia e não resolvia. Tudo dependia do interesse do chefe. Se parecia ruim para uns, era bom para o governo e para o prefeito que manipulava as decisões de acordo com o grau de amizade ou inimizade, ou com o objetivo político que se desejava.

Governando de 2005 a 2008, Roberto Valadão (PMDB) optou pelo próprio filho, Glauber Valadão, para a secretaria de Governo. Para o mesmo cargo, Carlos Casteglione (PT), de 2008 a 2012, trouxe de Bom Jesus do Norte o seu braço direito Rodrigo Coelho (PDT) que coordenou o programa que seria a vitrine daquele mandato: o Orçamento Participativo.

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Enfim… em Vitória Luciano Resende (PPS) tem a supersecretária Lenise Loureiro, sua aliada histórica… Renato Casagrande (PSB) tinha no seu governo a Valésia Perozini… a prefeita Amanda Quinta, de Presidente Kennedy, tem o José Augusto na Chefia de Gabinete … o prefeito Tininho, de Marataízes, tem Alberto Mello, o Beto de Piúma, como secretário de Governo… e por aí vai. Mas e em Cachoeiro? Quem é o homem forte de Victor Coelho?Quem cuida da retaguarda política e administrativa do prefeito?

Na semana passada ao lançar o Plano de Investimentos de R$ 55 milhões, Coelho resolveu colocar luz sobre Weydson Ferreira, seu secretário de Governo e seu braço direito. Ao escolhê-lo para coordenar esse mega programa de obras na cidade, o prefeito deixou claro que aposta muito no seu sequaz, dando lhe a confiança necessária e a autonomia para se consolidar de vez no governo municipal.

A escolha de Weydson, só evidencia publicamente o que os bastidores cachoeirenses já sabem há muito: o governo Victor Coelho tem total confiança nele e na sua bagagem de vida pública. Ex-chefe de gabinete do saudoso deputado Glauber Coelho, e ex-secretário em prefeituras da Grande Vitória, foi quem comandou a transição, período que antecedeu a chegada do atual mandatário ao poder.

O mercado político e a cúpula administrativa do governo já identificam no Weydson a figura forte do governo. Nele se concentram as maiores e mais importantes decisões. Conselheiro de primeira hora do prefeito, isso ficou claro durante a apresentação do coordenador do Plano de R$ 55 milhões, quando Victor disse que “com ele troca informações permanentemente”.

Ao anunciar Weydson, Victor acabou tornando-o mais público do que ele realmente gostaria. De hábitos discretos, não é figura fácil no burburinho político. Trata os assuntos de maneira pragmática, com rapidez, discrição e habilidade. Unindo o político e o técnico, tem se caracterizado por cumprir os compromissos assumidos, o que acaba por dar uma marca forte de credibilidade ao governo do prefeito Victor Coelho.

Caso seja bem sucedido no comando desse Plano de R$ 55 milhões, Weydson Ferreira terá um destaque muito maior do que aquele que provavelmente desejou quando chegou por aqui. Ser escolhido para coordenar esse plano milionário foi, sem dúvida, um reconhecimento público ao seu talento administrativo, às sua capacidade de aglutinação, e à sua habilidade política.

Pode parecer um pouco cedo, mas do bom desempenho do secretário de Governo no comando desse mega investimento, mais evidente ficarão as chances de Victor Coelho vislumbrar um novo mandato.

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Tenho passado tão mal / A minha cama é uma folha de jornal” – O Orvalho Vem Caindo (Noel Rosa)

 

 

 

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