Viva a moça de outros carnavais!

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Algumas dezenas de horas nos separam do carnaval de 2021. Dá um certo aperto no peito olhar para as ruas e não sentir aquela deliciosa urgência que só as vésperas dos grandes feriados trazem. Está tudo tão esquisito que até mesmo a comemoração mais colorida do ano perdeu um pouco sua cor. Há quem vá para as praias, há as pequenas confraternizações, mas a pandemia nos tirou os rituais que marcam a passagem do tempo. Temos um ano todo igual e de luto por tantas perdas.

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Foi um Natal sem abraços, um Ano Novo sem brindes, será um carnaval sem purpurina, danças ou lantejoulas. Não há mais o “viva a moça do carnaval, a que se entrega toda, braços abertos para o alto, à sua magia e ao seu generoso fascínio, viva a moça que avança no fervor das noites acesas de fevereiro, princesa de lantejoulas imortais, guerreira de joelhos incessantes, e graça imperecível – viva para sempre, no seu minuto feliz de esplendor e alegria, a moça do carnaval”, como maravilhosamente narrou Rubem Braga.

Mas há lembranças. A nostalgia pode salvar, vez ou outra. Lembro dos meus carnavais, muitos passados na praia de Piúma, atrás do trio elétrico. Calor, amigos, juventude. Lembro das matinês da minha infância, das marchinhas e as infames estrelinhas coladas na bochecha. Lembro dos carnavais em casa, depois de mais velha, com a família e o desfile das escolas de samba passando na TV, displicentemente, enquanto conversávamos sobre tudo.

Dá um calor na alma pensar que ano que vem as coisas – talvez – voltem ao normal e nossos carnavais poderão se tornar, novamente, boas lembranças ao lado da família e dos amigos, numa deliciosa e alegre aglomeração.

Sigamos, vamos em frente, 2022 tá logo ali.

Ah! No vídeo abaixo dá para matar um pouquinho da saudade dos carnavais de Cachoeiro. As fotos que ilustram o artigo foram tiradas dele!

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