Vai quebrar!

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O cenário do desastre em curso desde 1988 é enorme e tenebroso. Todos (os assalariados) querem ganhar bons salários, melhor ainda se acompanhado de benefícios chamados de auxílio disso e daquilo, devidamente amparados em legislações e normas. Não importa se o que se produz é exatamente o mesmo de anos atrás, ainda assim se acha justo ganhar mais pela mesma coisa.

Na área pública o mesmo acontece no que se refere aos sentimentos. Sentimentos, sim! Achar e querer são subjetivos. Salário e produção não são. Separados, todos entendem que para comprar algo que custa cem se precisa de cem; quando o subjetivo entra, se acredita que o salário deve ser maior que o trabalho entregue. Justificativa? Achar que é um direito.

Há um grande número de excelentes servidores públicos. Qualificados e dedicados, com produção (fica mais fácil essa palavra que um daqueles conceitos ridículos em mil linhas) acima do salário que recebem e obrigados a receber o mesmo que outros que pouco ou nada produzem, só porque a lei diz assim, porque é um direito.

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Cortando reto, ainda irão acreditar que é um direito quando o que produz e o que não produz nada receberem porque o patrão público estará quebrado e não adiantará chorar por aumento de impostos porque isso é roubo e não será aceito impunemente. O limite de segurança econômica já foi ultrapassado e qualquer ato nesse sentido resultará em arrecadação ainda menor. Governos municipais e estaduais quebrarão. O federal, que fabrica dinheiro emitindo títulos, sofrerá depois e irá quebrar também (não adiantarão manobras contábeis).

O servidor público não é a causa, mas uma delas e a face mais visível e cruel. Os que estão mais expostos são exatamente aqueles que menos contribuem para o caos, os que ficam na linha de frente, nos mais diversos atendimentos e demandas. A doença reina é nos gabinetes, nos cargos comissionados e no imenso número de assessores inúteis cabos eleitorais apadrinhados vampiros (parece até nome daqueles cargos inventados para tirar dinheiro do nosso bolso…).

Câmaras de vereadores, assembleias estaduais, congresso, judiciário (minúsculas merecidas para todos). Servidores para puxar a poltrona, empurrar a poltrona, levar cafezinho, apertar botão de elevador, colocar a capa de figurino, pendurar o paletó, segurar o celular. Não faltam exemplos do desperdício do dinheiro e os bandidos se desculpam por nos roubar dizendo que está previsto no orçamento um percentual “x”, na prática assumindo serem perdulários falsos donos de falsos bordéis.

O inchaço de trabalhadores nessas áreas com salários acima dos que são pagos na iniciativa privada para a mesma produção (isso para aqueles que deveriam realmente produzir algo) e de sanguessugas só tem como destino o desastre. O excesso de gastos com automóveis, passagens aéreas, correios em tempos de internet, gráfica, televisões estatais, empresas públicas que são somente fontes de gastos (há excelência no setor, rara, mas há), propaganda eleitoral nada gratuita, fundo partidário, plano de saúde para filhos marmanjos, auxílio esposa e mais um sem número de absurdos alimentam a velocidade em direção ao doloroso fim necessário (o fim virá).

Só espero que os bons servidores públicos se afastem da podridão e sejam reconhecidos e salvos.

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