Tempo de renascer

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Tenho sido provocada por alguns amigos para voltar a escrever. Esses amigos estão muito conectados comigo, pois no meu íntimo tenho ensaiado este retorno, mas estava à espera desse desafio.

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Neste período, em que a humanidade vive tantas mazelas, fico pensando no tema mais apropriado para estas próximas linhas. Questiono se realmente essa crise é permeada por tantas mazelas como parece. A contradição paira sobre mim, pois no mesmo instante em que o distanciamento social é uma prova de amor e respeito ao próximo, isso dói pela privação do contato pessoal, sinto uma alegria imensa em conviver há mais de um mês em família, como há muito não se vivia. Estamos com as filhas que moram há anos na capital.

Estamos todos sendo convocados a revisar nossos valores, crenças e práticas. Dentre os muitos desafios que uma crise nos traz, a necessidade de reforma é algo que merece a nossa atenção.

Esse tempo tem me permitido experimentar encontros maravilhosos, seja por meio da interação com grupos de mensagens de mulheres inteligentes e politizadas como o coletivo da União Cachoeirense de Mulheres (UCM), seja em outros aos quais interagimos.

As redes sociais revelam toda a sua potência, em muitos casos sendo relevantes à existência de tantas empresas e fortalecendo instituições. Semana passada mesmo, assisti a transmissão da Missa de Ramos pelo instagram. Concluí que a homília ficou cravada em mim reafirmando a força da tecnologia em um momento de grande fragilidade, em que a humanidade se põe em busca de tantas respostas. Todo este enfretamento que está posto tem também me possibilitado a grandes descobertas. Estou conhecendo cantos da minha casa, cuja rotina frenética não me permitia ver. Essas sensações sempre são acompanhadas de descobertas e reflexões.

Neste contexto, lembro-me de um texto que escrevi em 2017: Nenhum desafio é grande demais. Nele, eu narrava que em uma noite de temperatura amena, debaixo das palmeiras da Praça Jerônimo Monteiro, em Cachoeiro, assistindo à apresentação do Coro Izabel Lacerda, a força da arte me estremecia a alma, ao pensar que faltava muito pouco para ser empossada como Governadora do Rotary, posição até então ocupada apenas por uma mulher no Espírito Santo: Izabel Lacerda Salviano da Costa (in memorian). Foi um grande desafio, mas corajosamente vencido!

Em qualquer tempo, os desafios e as crises tornam-se oportunidades e para renascer delas é necessário cuidar do que é íntimo. Precisamos sair da repetição e permitirmos que ciclos se encerrem e outros sejam iniciados.

Para que isso aconteça é preciso estar conectado a muitas habilidades e desejos, fortalecer-se com equilibro, tenacidade, coragem e crença. Todo enfretamento deve estar impregnado dos melhores sentimentos para que possamos renascer.

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