Tal qual escola, governo de Itapemirim desaba

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Não surpreende em nada a notícia de que há uma escola desabando no interior de Itapemirim e que o governo municipal pouco ou nada faz para reverter a situação. O triste fato se apequena diante de outro mais grave: o próprio governo municipal está desabando e o prefeito interino Thiago Peçanha (PSDB) igualmente nada faz.

O desmoronamento do governo Thiago Peçanha começou logo ao assumir quando, sem a mínima desfaçatez, impregnou a prefeitura e seus principais cargos com vários parentes. Ali se desenhava o início da tragédia pública porque até criança de berço sabe que entupir a máquina com secretários e assessores de qualquer grau de parentesco é imoral, irracional e vergonhoso.

Por mais competente que um parente seja, colocar um já é não recomendável. E colocar vários, como ele fez, é irresponsável. Se um gestor não sabe disso, ele não sabe de mais nada e deve voltar para os cursos preparatórios oferecidos pelas fundações partidárias a políticos neófitos que não aprenderam o beabá da vida pública. No caso do PSDB, o Instituto Teotônio Vilela se presta a esse serviço com eficiência e poderia contribuir com Thiago Peçanha. Mas ele ao invés de estudar resolveu administrar, e aí é onde a casa caiu de vez.

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Desde a tragédia anunciada, ao nomear parentes para cargos chaves, a máquina em Itapemirim parou de vez e com ela o que se tinha de bom. Sejam programas sociais a carentes, ou mesmo reforço de produção ao homem do campo, através de distribuição de farelos, entre outros, tudo passou a ser deficitário.

Os investimentos em obras de infraestrutura, em casas populares, em escolas, em postos de saúde, e em outros setores, andam a passos de tartaruga porque o prefeito não sabe se governa ou se abre sorriso para fotos sociais. Um sorrisinho típico de um político do século passado, diga-se de passagem.

Entre sorrisos marotos do governante interino e lágrimas sinceras de eleitores que sonham com a volta do verdadeiro prefeito eleito democraticamente, o município vai se reduzindo a nada, sob o silêncio confortável de alguns vereadores que hoje apoiam e se lambuzam do poder ao lado de Thiago Peçanha.

Já o PSDB, que por sua vez deveria ter vergonha de um prefeito desse nível, busca também, principalmente através do deputado estadual Marcos Mansur, padrinho político do desastroso prefeito, obter algum lucro político com essa interinidade, independente de saber se a tradição da sigla em fazer bons gestores está sendo jogada no lixo da história.

O governo do prefeito interino Thiago Peçanha está desabando igual à escola lá da comunidade de Luanda. Enquanto isso ele segue sorridente nas fotografias… rindo sabe-se lá de que. Pode ser de felicidade porque a Justiça ainda não decidiu sobre a volta ou afastamento definitivo de Dr. Luciano; pode ser da Câmara Municipal que não anda cumprindo seu papel de investigar denúncias contra ele; pode ser da população que é quem realmente paga o pato pela ineficiência do seu governo.

Entre risos e lágrimas, e enquanto a casa não desaba de vez, denúncias vão se acumulando no Ministério Público. Quem sabe de lá pode vir a salvação da lavoura, antes que Itapemirim vá definitivamente para o brejo.

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