Sua empresa parou de crescer? Saiba o motivo antes que seja tarde

“Não é o mais forte que sobrevive. Nem o mais inteligente. Mas o que melhor se adapta às mudanças”. Charles Darwin

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Foto: Divulgação
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Estamos vivendo um momento de incertezas. Elas estão presentes em todas as frentes. Enquanto a guerra da Ucrânia vem testando a força da economia mundial, o ano político brasileiro com uma bipolaridade talvez nunca vivenciada, a inflação que não cede apesar das altas expressivas na Selic e principalmente o embate entre os poderes da república brasileira, vem dando dor de cabeça as empresas que sentem no bolso a dificuldade de crescer e lucrar.

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Embora não seja uma regra, o início do mercado de baixas tende a preceder também o início de uma recessão generalizada na economia. Nesse período, há pelo menos dois trimestres consecutivos de recuo no crescimento de um país, com diminuição e aumento de custo na produção de bens e serviços. Considerando o avanço implacável da inflação, é possível que o cenário financeiro encare certa volatilidade nos próximos meses e por isso as empresas precisam se preparar.

Um dos grandes problemas das empresas é que seus gestores tomam decisões embasadas na sua experiência ao invés de entenderem as transformações da economia, do mercado e do comportamento do consumidor. Um grande erro das empresas é ter medo de mudar, de mexer nos processos, de criar soluções diferentes.

Mas veja leitor, independente da situação atual, desacelerações periódicas são inevitáveis, mesmo que a empresa seja fundamentalmente sólida. Isso não significa que nada possa ser feito para retardar o declínio ou revertê-lo mais rapidamente. Agir, no entanto, requer uma compreensão de situações que sempre arrastam empresas a patamares mais baixos.

A primeira coisa que o gestor tem que ter em mente é que a medida que uma empresa cresce, cada porcentagem de receita incremental repentinamente representa um número fundamentalmente maior. Quando você cresce em sua base empresarial, a quantidade de novos negócios necessários para fazer uma diferença nos ganhos também aumenta, aumentando a pressão sobre as vendas e por encontrar novos mercados. Em outras palavras, quanto maior a empresa se torna mais toda a empresa tem que trabalhar mais para suprir os custos desse crescimento.

Imagine uma empresa que produz 1.000 unidades de um determinado produto e aumenta sua produção para 1.500, terá seus custos unitários diminuídos, mas um aumento em suas despesas corrente acarretando a necessidade de aumentar o fluxo de venda para suprir seu incremento de despesa.

Olhando pelo lado do produto, o mercado com o tempo, passa a seguir padrões previsíveis à medida que os compradores se familiarizam com os produtos e esse produto é fornecido em demasia ao mercado. Eventualmente, à medida que o mercado se torna mais lotado, os preços tendem a se estabilizar, reduzindo a capacidade de crescer das empresas por meio de aumentos de preços e do reajuste para recomposição do seu aumento de custo, levado muitas delas a bancarrota.

O mercado possui inúmeras forças que atraem a estabilização ou queda de uma empresa. Contudo, maior razão pela qual o crescimento de uma empresa desacelera é autoproteção psicológica. À medida que a empresa aumenta, começa uma tendência de preservar o negócio como ele sempre existiu e menos vontade de modificá-lo ou correr riscos por meio de novas medidas inovadoras.

A verdade é que, no exato momento em que a empresa precisa de novas fontes de crescimento, há uma tendência de optar pelo seguro e se concentrar mais na adaptação de produtos e serviços existentes em detrimento de novas oportunidades inovadoras.

Essa autoproteção e medo de inovação abre portas para a concorrência que inova e restringe medidas necessárias de inovação de produtos, serviços e meios produtivos. Esse fato diminui o crescimento da empresa fazendo com que ela atinja seu teto. Não é nada surpreendente quando empresas bem-sucedidas atingem lombadas periódicas ou mesmo tetos. O desafio, claro, é o que fazer a respeito.

As empresas que querem sobreviver ao mercado em longo prazo devem reexaminar regularmente seu modelo de negócios. A maioria dos modelos de negócios em determinado momento acaba ficando obsoleto e precisa ser abandonado ou atualizado. Então, periodicamente, o empresário precisa olhar “o que ele faz e como ele faz”.

Deve perguntar a si mesmo se ainda faz sentido fazer como ele faz e se outra pessoa poderia fornecer este produto ou serviço de forma diferente? Será que os clientes têm outras opções ou suas necessidades mudaram?

Em outras palavras, não limite sua inovação e a pesquisa no desenvolvimento de novos produtos e serviços, mas também se concentre na possibilidade de novos modelos de negócios. Não tenha medo da verdade. Busque conhecer seu negócio senão a verdade vai te atingir como um raio porque simplesmente você optou a não enxergar a realidade.

Outra solução fundamental e difícil de ser vista com bons olhos por empresas é ficar menor para ficar maior. Isso se chama realizar de “podas periódicas”. Como as árvores que ficam muito esguias, as organizações também desenvolvem setores, processos, produtos e serviços desnecessários que reduzem a saúde da empresa em geral.

Eles precisam ser cortados para permitir que novos brotos tenham os recursos para florescer. Para fazer isso, os gestores devem saber se alguns de seus produtos ou serviços podem não estar produzindo retornos suficientes. Muitas empresas insistem em ter produtos disponíveis pelo simples fato de ser tradicional vende-los quando na verdade sua venda é ineficaz e pode acarretar inclusive prejuízos. Já se perguntou se você estaria melhor sem alguns de seus clientes?

São perguntas e levantamentos difíceis que muitas vezes provocam fortes respostas emocionais. Mas agir sobre eles pode liberar você e seus recursos para se concentrar em novas oportunidades e levará a mais crescimento a longo prazo.

Não existe uma empresa que cresce para sempre sem eventualmente bater na parede, ou pelo menos desacelerar para passar por cima de uma lombada. Por meio da poda criteriosa e da exploração de novos modelos de negócios, no entanto, o gestor pode minimizar as lentidões e dar às suas organizações uma chance melhor de crescimento a longo prazo.

Realizar uma análise crítica de sua empresa e encarar a realidade é a melhor forma de dar a sua empresa a chance de crescer.

 

 

ALEXANDRE SÁ é Diretor da A.S. CONSULTORIA, Advogado, Pós graduado em Gestão Empresarial, Auditor Líder ISO, Coaching e Mestrando em Auditoria e Gestão de Empresas.

 

e-mail: [email protected]

site: www.asconsultorias.com.br

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