Seis deputados capixabas votaram contra Bolsonaro e a favor do rombo nas contas públicas

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Votaram contra o presidente Jair Bolsonaro os seguintes deputados: Da Vitória (Cidadania), Lauriete (PSC), Sérgio Vidigal (PDT), Helder Salomão (PT), Norma Ayub (DEM) e Ted Conti (PSB).
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A Câmara dos Deputados manteve o veto 17/2020, do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), a concessão de reajustes salariais, novas contratações e progressão de carreira ao funcionalismo público nos níveis federal, estadual e municipal até o fim de 2021. O rombo nas contas públicas era estimado em R$ 132 bilhões.

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Em sessão do Congresso Nacional na quarta-feira (19), os senadores rejeitaram o veto presidencial. Os senadores Marcos do Val (Podemos) e Fabiano Contarato (REDE) votaram contra o governo. Já a senadora Rose de Freitas (Podemos) não votou.

Da bancada capixaba na Câmara Federal, seis deputados votaram contra o presidente Jair Bolsonaro em sessão realizada nesta quinta-feira (20), são eles: Ted Conti (PSB), Lauriete (PSC), Sérgio Vidigal (PDT), Da Vitória (Cidadania), Norma Ayub (DEM) e Helder Salomão (PT).

O Ministério da Economia divulgou nota em que parabeniza os deputados que votaram pela manutenção do veto do presidente Jair Bolsonaro à possibilidade de concessão de reajuste a servidores públicos até o fim de 2021. “A possível derrubada traria graves consequências para as contas públicas, em especial de Estados e municípios”, afirma o texto.

Depois de o ministro da Economia, Paulo Guedes, falar na quarta-feira em “crime” e classificar como um “péssimo sinal” a derrubada do veto pelo Senado, a pasta parabenizou também os senadores. “Neste momento importante da democracia é preciso elogiar, da mesma forma, os senadores que votaram favoravelmente à manutenção do veto, apesar do resultado negativo”, completa a nota.

Votação

O veto do presidente Jair Bolsonaro foi mantido por 316 votos a favor e 165 contra. A medida tinha sido derrubada pelo Senado no dia anterior e, para reverter a situação, foi costurado um acordo envolvendo a prorrogação do auxílio emergencial e liberação de recursos do Orçamento ainda este ano.

Eram necessários 257 votos de deputados para derrubar o ato de Bolsonaro. Sem atingir o patamar mínimo, o veto fica mantido, apesar da decisão do Senado na quarta. Um veto cai quando é rejeitado nas duas Casas.

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