Saída de Magno ajuda fechar conta em favor de Hartung

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Ganhou força na capa de O Globo, nesta segunda-feira, o que já se vinha comentando nos bastidores da política: o casamento do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) com o senador Magno Malta (PR). Agora tudo depende apenas de um sim do capixaba, já que o acordo entre as duas siglas está consolidado.

A aliança quase fechada não se dá apenas por mera simpatia ou afinidade entre ambos, mas porque, uma vez juntos, Bolsonaro passa a ter sete vezes mais tempo de TV que atualmente. Já o PR, além de um candidato a vice-presidente em uma chapa muito competitiva, ganha também mais força para eleger uma boa bancada federal.

Noves fora as soluções em nível nacional, essa aliança entre PR e PSL ajuda a fechar uma conta na política capixaba. Até então estão postas para o Senado três pré-candidaturas com alto grau de competitividade: o próprio senador Republicano, o outro senador Ricardo Ferraço (PSDB), e o fenômeno de votos Amaro Neto (PRB).

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Como são duas vagas, se confirmada a saída de Magno, a conta no palanque de Paulo Hartung (MDB) começa a fechar redondinha, uma vez que a tendência natural é que Ricardo e Amaro estejam na possível candidatura de reeleição do governador. Esse é o encaminhamento atual.

O ponto fora da curva até então, e que pendia em favor do pré-candidato ao Governo Renato Casagrande (PSB), era a possibilidade de Magno subir no palanque socialista, equilibrando a chapa senatorial. Como antídoto, Hartung teria de convencer o senador Republicano a ficar no seu grupo. Essa situação geraria a necessidade de um rearranjo, uma vez que Ricardo e Amaro estão em posição de disputa. Agora, sem Magno, tudo se ajeita.

Como a aliança MDB/PSDB/PRB/PSD está praticamente fechada, ela forma o núcleo duro do futuro palanque, e neste caso, se somando aí o DEM, de Theodorico Ferraço, que virá por gravidade, tendo com tarefa fortalecer o palanque de Ricardo. Outra legenda forte, o PDT, depende ainda de detalhes via Brasília, mas a tendência local e ficar com Hartung. Mesmo caso de siglas menores.

Por outro lado, consolidado esse quadro, Casagrande terá de tirar da cartola coelhos que formem uma dupla forte e competitiva ao Senado, elemento crucial para sustentar sua busca pelo Palácio Anchieta. E isso não é fácil no cenário atual da política capixaba. Há poucos nomes, e os que têm já estão aparentemente encaixados nessa grande engenharia de moer homens chamada política.

Resumindo: o PSB, com o seu aliado PPS, tem um bom nome ao Governo, mas a chave será montar esse palanque forte. Sem ele, o caminho fica muito mais difícil, embora não seja impossível de alcançar. Mas é fato que nunca uma conjuntura nacional conspirou tão generosamente em favor de Hartung. Se se confirmar a saída de Magno do páreo, o governador é o principal beneficiado.

Dono de uma Virtú incontestável, será que agora a Fortuna também entrou em campo para beneficiar o governador? Considerando as nuvens políticas do momento, a resposta é sim.

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”Tenho passado tão mal / A minha cama é uma folha de jornal” – O Orvalho Vem Caindo (Noel Rosa)        

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