Quando o amor de mãe ultrapassa qualquer barreira - Ela resolveu adotar!

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QUEBRANDO TABUS

Camila Costa resolveu adotar. Para muitas pessoas esse tema ainda é tabu. Por isso milhares de crianças aguardam um lar. As preferências acabam sendo excessivamente seletivas, envolvendo cor, sexo, idade entre outras características que nem sempre levam em conta o amor.

Por isso, quando alguém decide ADOTAR e ainda por cima duas crianças, maiores, a sociedade deve aplaudir esse desprendimento e prova de amor.

Camila, mãe do coração

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Bate papo com Camila Costa em 5 passos

1 – Quando surgiu a ideia de adotar?

Camila – Sempre tive esse desejo, mas há 2 anos ficou mais intenso e no ano passado decidi que era a hora e dei início ao processo de adoção

2 – Como foi tomar essa decisão?

Como sempre pensei nisso foi fácil (risos) Só esperei o momento de um “start” de agora quero ser mãe, e a hora é agora.

 

3 – E você já se apaixonou pelas crianças?

Sim, são dois irmãos. Eles são os meus pretendidos, mas não há uma certeza que serão eles. Quando se inicia o processo de adoção você preenche um questionário onde são informados as características da criança que gostaria de ter como filho. Idade, cor, sexo, entre várias outras características. Daí quando sai a habilitação para adoção essas informações são cruzadas com o Cadastro Nacional de Adoção primeiro na comarca onde o adotante mora, não achando, procura-se no estado, se ainda não encontrar parte para uma busca nacional.

4 – Como estão os preparativos para esse momento?

Muita ansiedade (risos) Fico pensando em como será! Se vão gostar do quartinho, já penso na festa de aniversário,  em mil coisas. Tudo sendo preparado com muito amor e carinho.

5 – Qual a mensagem que você passa para quem deseja adotar uma criança?

Eu falo para quem não pode ter filhos, opte pela adoção. Mas pense bem na hora das informações que vão colocar no formulário da criança pretendida.  Por que se os dados não cruzarem as pessoas vão ficar muito tempo na fila. Hoje tem muitas crianças  na fila de adoção e que possuem características que ninguém quer, teoricamente. São negras, meninos etc.. Por isso sugiro que pensem com carinho.

Adoção no Espírito Santo é referência para o país

O sistema, implantado em 2008 pela Corregedoria Geral da Justiça do Espírito Santo (CGJ-ES), é um cadastro único disponibilizado a todos os Juízos e Ministério Público com competência na área da Infância e da Juventude no Estado. Contém as informações de crianças e adolescentes em acolhimento institucional, em condições ou não de inserção em família substituta, sob guarda com fins de adoção, bem como as informações sobre os pretendentes habilitados à adoção e de todas as instituições de acolhimento e famílias acolhedoras do Estado.

O SIGA/ES permite o acompanhamento efetivo da situação de cada criança ou adolescente acolhido, em guarda concedida à família extensa ou nos estágios de convivência para fins de adoção. É uma ferramenta simples e eficaz que oferece visibilidade, agilidade e transparência nos procedimentos necessários para a definição jurídica das crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade ou risco.

O projeto foi desenvolvido por servidores da Comissão Estadual Judiciária de Adoção (CEJA-ES) e da Secretaria de Tecnologia da Informação (STI) do TJES. O servidor da STI Ricardo Guidoni Nascimento, que em 2012 desenvolveu a última versão, trabalhou em conjunto com a equipe da CEJA, composta por Maria Inês Valinho de Moraes, Dianne Wruck; Isabely Mota, Nathalia Fernandes, Luciana Melo e Helerson Elias Silva.

Veja uma matéria da TV Senado sobre Adoção

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