Procura-se um líder!

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A história é implacável, quando buscamos nos livros ou jornais histórias de conquistas importantes ou de momentos ímpares nas nações ao redor do mundo sempre encontraremos líderes que fizeram a diferença em seus tempos.

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Sempre ouvimos um frase que sintetiza muito a importância de um líder nos momentos desafiadores em que vivemos, uma delas é essa: “Mares agitados preparam marinheiro bom”. Refletindo um pouco sobre essa célebre frase, posso afirmar que colocar um navio em um mar revolto, nas mãos de um comandante sem experiência, é correr risco desnecessário de um naufrágio trágico.

As eleições municipais se aproximam, daqui a alguns meses decidiremos quem irá comandar nossos municípios pelos próximos quatro anos, e é nesse momento que, nós formadores de opiniões ou lideranças políticas e empresariais, precisamos nos perguntar: será que nosso candidato de preferência ou os candidatos que aí estão têm capacidade técnica, equilíbrio e força para liderar o meu município nos próximos quatro anos mais desafiadores que estão por vir? Será que o meu candidato reúne as qualidades importantes em um líder (honestidade, força, equilíbrio, capacidade de diálogo e maturidade) para comandar nosso município na saída dessa que se coloca como maior crise sanitária e econômica já vista em nossa geração?

São perguntas importantes que devemos refletir. Formadores de opinião sempre foram muito importantes nesses momentos de decidir sobre plataformas e candidatos. Claro que temos boa parte desses influenciadores em busca de parceiros ideais para ajudarem a melhorar seus negócios ou interesses, num exercício terrível de egoísmo, que pensam em seu próprio umbigo, no seguinte pensamento: “se for bom para mim, o resto que se dane!”.

Mas temos uma boa maioria de influenciadores que realmente está preocupada com o futuro do lugar onde vivemos, que sabe que um lugar mal administrado trará consequências terríveis para a cidade e, consequentemente, para seus negócios, jogando o município em um buraco negro difícil de tirar depois.

O mal influenciador pode colocar, às vezes, um povo na miséria, e tudo isso por escolhas ruins ou feitas por apenas interesses escusos.

Se tomarmos como exemplos as eleições municipais passadas, vimos surgir “líderes novos e cheios de boas intenções”, ledo engano. Muitos desses “novos e salvadores líderes” decepcionaram, e muito, seus munícipes, com uma administração horrível, gestão sem planejamento, sem diálogo e sem a mínima preocupação em unir forças para tirar seus municípios do buraco em que estavam.

Vimos “novos políticos”, que ganharam sob o discurso da honestidade e transparência, fazerem gestões temerárias e duvidosas, e ainda colocando a culpa o tempo todo nos adversários ou em outros entes políticos do município.

Mais uma vez verificamos, infelizmente, que na ânsia da mudança, a população votou em líderes que não tinham ou não têm capacidade de liderar nem seus próprios lares. Por isso, chamo a atenção nesse artigo para avaliarmos bem quem deverá comandar nossos municípios nesses próximos quatro anos.

O povão é que vota, sim essa é a lógica, mas somos nós, as lideranças políticas, empresarias e religiosas, que nos bastidores das eleições decidimos quem vai disputar. Ainda temos algum tempo de pensar melhor que tipo de candidato queremos nessa disputa, quem será capaz de debater o seu município com conhecimentos básicos importantes sobre sua cidade.

Vejo candidatos que não conhecem se quer os orçamentos dos municípios, vejo candidatos que pensam em administrar suas cidades como administram suas empresas, entidades filantrópicas ou ate mesmo comando de forças militares e civis, candidatados que almejam ser prefeitos para ostentar o cargo elegível mais importante das cidades, como se fosse um troféu, apenas uma conquista política, ou seja, um troco político dado em algum desafeto político em seus municípios.

É lamentável como a vaidade nessa época aflora nos corações dos líderes, e essa doença chamada vaidade política tem levado muitos municípios a destinos tristes e nada promissores.

Que a luz do bom senso possa penetrar nos corações de nossas lideranças e que possamos nos preocupar mais com o coletivo do que com os nossos próprios interesses. Que Deus possa iluminar nosso povo a escolher seus líderes não pela imagem apresentada, mas pela qualidade de suas habilidades políticas, propostas de governo e da vontade de fazer uma boa gestão pública.

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