POLÍTICA: "HISTÓRIA E HISTÓRIA"

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“Nunca na história desse país”

A afamada frase acima é do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quando este contemplava suas próprias virtudes, vangloriando-se dos seus feitos políticos e administrativos. Ali, nascia o “radicalismo” com roupagem moderada, apontando para o umbigo de quem não entendeu a “comunitariedade política”.

No meio dessa emblemática afirmação emergia outro tipo de radicalismo mais escancarado, que foi ocupando as lacunas farisaicas do Partido dos Trabalhadores e dos seus aliados partidários, como o PMDB, PP e outras hienadas siglas. Lula, Dilma e a alta cúpula do PT governamental não perceberam ou então subestimaram os extremos e as rupturas inauguradas e fomentadas por eles mesmos e por seus inflamados apoiadores.

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Assim, podemos afirmar que Bolsonaro e os “bolsonaristas” foram ventrinados entre o populismo e a generalizada corrupção, com uma grande participação das grandes figuras políticas, em especial do “PT Governamental”, que aparelhou as repartições públicas e condecorou a alta bandidagem brasileira com cargos e propinas desenfreadas. Essa postura resultou na iniciada liquidação dos partidos considerados grandes, onde muitos foram varridos do cenário político, perdendo espaço e sendo encurralados por uma confusa e despersonalizada renovação política.

Essa realidade aponta para futuros e repetidos traumas, porque a alma do sistema político é um “objeto” inflacionado, corporativista e formatado na lenta e penosa burocracia. Ou seja, não adianta mudar somente os atores políticos, é necessário mudar a essência da política brasileira. Não adianta se quedar perante o brutal personalismo político, é preciso ressuscitar o “espírito republicano” e transformar as instituições públicas em causa pública de verdade e em efetivas estruturas de serviço. Não basta iniciar a ciranda política, é urgente a reespiritualização política, partindo da consciência e da mentalidade de cada um de nós.

Portanto, não é muito saudável alimentarmos a fingida esperança nesse chamado novo momento da política brasileira, ainda mais quando observamos os complementos que cercam e cercarão o novo governo. Também devemos refletir seriamente sobre os impactos de um governo com o discurso purista e com radicalismo sinótico que cria e recria novas rupturas, novos extremos e novos personagens da velha e teimosa política brasileira. Aos vitoriosos fica o desafio de mudar os rumos administrativos do país (socioeconômico), pois acredito que todos, especialmente o presidente eleito serão cobrados da forma que se apresentaram, como a mais nova solução para as grandes complexidades políticas e relacionais do Brasil.

Vamos aguardar e ver qual caminho seguirão situacionistas e oposicionistas, lembrando que o primeiro passo é tão importantes como o último, indicando por onde eles almejam começar e como eles desejam terminar!

Nunca na história desse país tivemos tanta história.

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