POLÍTICA: "ENTREVISTA DO LULA"

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Na última semana, boa parte da população brasileira e do mundo acompanhou a entrevista do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Nas dependências da Polícia Federal em Curitiba, Lula respondeu algumas perguntas, numa entrevista que durou cerca de duas horas (querendo ou não, uma entrevista aguardada por muita gente do universo político).

Entre a emoção e a comoção, o ex-presidente parecia estar num palanque, lançando indiretas a classe política, especialmente para alguns ex-aliados, os presidenciáveis Ciro Gomes e Marina Silva. Interessante é que em nenhum momento houve uma autocrítica ao Partido dos Trabalhos (PT) e muito menos mea-culpa, pelo contrário, a arrogância peculiar lulista parece não ter fim.

É inegável que a era Lula trouxe avanços significantes para o Brasil, entretanto, o país não pode ser refém de um governo que passou e que deixou suas graves marcas políticas. Na verdade, Lula brincou e ainda brinca de “deus”, ou ainda se considera o emblemático “ser” da política brasileira. Na sua entrevista, o ex-presidente parece desatualizado com o desenvolvimento político do país, resgatando o velho discurso contra os Estados Unidos, contra a elite brasileira e contra os rumos políticos do atual governo. Entre suas falas, Lula parece ter esquecido que quase tudo que hoje é alvo das suas ácidas críticas foi preservado e condecorado no seu governo, como a alta bandidagem política-empresarial, o inesgotável lucro dos banqueiros com sua feroz política de juros e outras estimadas e históricas benesses dessa mescla público/privado.

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Outra prova dessa leitura atrasada do petista é a comum petulância de subestimar as redes sociais, a ostentação de única solução e o tradicional personalismo político, mostrando que o seu nome é maior do que o próprio PT. Lula atacou as demais siglas, reduziu as novas lideranças políticas e insistiu na velha vinheta da teimosia em se repetir. Ou seja, ele mostrou que esses dias na prisão não o tornaram grande, o tornaram aquilo que ele sempre foi, um perdido tirano no meio do proletariado, uma figura vencida pela vaidade de “SER” que tenta esconder um ódio visceral daqueles que o enfrentaram e o colocaram nas masmorras da existência.

Enfim, as palavras do ex-presidente pareciam a clássica e profética definição de loucura de Albert Einstein, que disse: “INSANIDADE É FAZER A MESMA COISA REPETIDAMENTE E ESPERAR RESULTADOS DIFERENTES”.

O PT insiste em ser PT,

Weverton Santiago

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