Perigo na pista: transporte de rochas ainda gera medo e mortes

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transporte de rochas
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O Espírito Santo já viveu, várias vezes, o luto por acidentes envolvendo caminhões de transporte de rochas. Nesta segunda-feira (12), um caso que poderia ter se tornado uma tragédia assustou moradores de Guaçuí, no Sul do Estado. Um bloco de granito caiu da carroceria de um veículo, depois de uma curva. A pedra provocou estragos e quase atingiu uma loja e utilidades mas, felizmente, ninguém se feriu.

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O motorista, um homem de 52 anos, estava embriagado, segundo informações da Polícia Militar, mas se recusou a fazer o teste do bafômetro. Esse cenário, que poderia ser catastrófico, reabre a discussão: quem é responsável por tirar das ruas caminhões cuja carga não segue as regras de segurança ou que são dirigidos por motoristas sem condições de pegar a estrada?

Atualmente, o transporte de rochas precisa ser feito de acordo com regras técnicas. Elas levam em conta medidas do bloco, uso de ganchos e correntes. Tudo com especificações. Na prática, no entanto, nem sempre isso acontece, como mostra o acidente em Guaçuí.

Um dos atores envolvidos na fiscalização, está a Polícia Militar que, certamente, não tem como fiscalizar tudo. Em nota, a PM informou que “realiza fiscalizações de trânsito diariamente em todas as rodovias estaduais do Estado, mas lembra que por mais que a atividade seja desenvolvida, não pode estar em todo lugar ao mesmo tempo e, por isso, ressalta que a colaboração da população é de extrema importância. Por isso, em caso de flagrante de alguma irregularidade no trânsito, uma viatura pode ser acionada via Ciodes (190). Todo detalhe é bem-vindo, como altura da rodovia, características do veículo, assim como modelo e placa”.

Outro ator é o Departamento de Edificações e de Rodovias do Espírito Santo (DER). A assessoria de imprensa do órgão, no entanto, informou que o DER só fiscaliza por meio de radares, não há servidores alocados nessa função.

Os sindicatos contribuem com ações educativas. A advogada do Sindimármore, Priscilla Thomaz, afirma que o motorista é de uma categoria sindical diferente da que o sindicato engloba. “De toda forma, há toda uma orientação do sindicato e uma legislação que precisa ser seguida”, enfatiza.

Em nota, o Sindirochas informou que “trabalha no sentido de orientar, informar e sensibilizar todos os atores envolvidos no transporte, porém não é competência da entidade atuar na fiscalização”.

Enquanto paira a dúvida sobre a responsabilidade pela fiscalização desse tipo de transporte, fica a pergunta: quantas vidas mais terão que ser perdidas e prejuízos terão que ser contabilizados para que essa situação seja, senão resolvida, ao menos amenizada?

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