O tombo histórico

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O vice-prefeito Jonas Nogueira (PL) levou um tombo histórico em sua carreira política e sai menor do que entrou neste pleito. No início da campanha aparecia como o nome que poderia vencer o atual prefeito Victor Coelho (PSB), mas o tiro saiu pela culatra ao adotar uma postura de ataques, tentando nacionalizar uma disputa local.

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Jonas Nogueira, agora de direita, por 14 anos foi ligado a partidos de esquerda. Nunca ganhou uma eleição com as próprias pernas. Nas duas oportunidades que assumiu uma cadeira no Legislativo era suplente e foi colocado na Câmara pelas mãos do ex-prefeito Carlos Casteglione (PT), que passou a sofrer ataques de Nogueira e teve que deixar a vaga na Casa de Leis.

Posteriormente, Nogueira foi eleito vice na chapa de Victor Coelho, em 2016, numa vitória com virada surpreendente, recebendo quase 60 mil votos, derrotando o grupo do ex-prefeito Ferraço (DEM).

Parecia que dessa vez Jonas iria decolar politicamente. Foi candidato a deputado federal em 2018, recebendo quase 14 mil votos em Cachoeiro, não sendo eleito. Logo após as eleições, acreditando numa ascensão política, rompeu com o prefeito Victor Coelho. Teve que deixar o PP, foi para o PSL, e por fim acabou no PL.

Iniciou a campanha com material sem muita qualidade na tv e no rádio, optando Jonas e Callegari em partir para o ataque, não só ao atual prefeito, mas também a parte da imprensa, com propostas pífias.

Outro erro de Jonas foi tentar incorporar em sua campanha a imagem de amigo do presidente Bolsonaro. Foi a Brasília para tirar fotos para comprovar esse bom relacionamento. Gravou vídeo com o ex-senador Magno Malta (PL), que rejeitou ser vice de Bolsonaro e não assumiu a tão sonhada vaga de ministro. Foi descartado pelo governo federal. Em 2015, Callegari, vice na chapa de Jonas e que se mostra de direita, criticou Magno, dizendo que o Estado não merecia o senador que seria ligado ao PT e chegou a lhe chamar de patife. Mas alega que sua visão em relação a Malta mudou com o passar dos anos.

A postura de Jonas em sua campanha foi feia. Estava de olhos vendados, gritava pelas ruas de Cachoeiro, ele e Callegari, em cima de um trio elétrico que as pesquisas eram falsas, que a imprensa era comprada e que eles estavam na frente. Ninguém suportava os gritos que causavam pânico na população: “você vendedor de cachaça e linguiça, você vendedor de calcinha…Vão fechar seu comércio se votarem no atual prefeito”.

Jonas terminou em terceiro lugar nessas eleições com cerca de 10 mil votos, quase 30% a menos que a eleição para deputado, o que mostra que sua carreira política está entrando em decadência.

Que essa derrota esmagadora sirva para que Jonas reveja seus conceitos e que tenha a humildade de reconhecer seus erros para que, com sabedoria, caso queira continuar na política, possa começar do zero e volte a se reerguer.

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