O pouco que precisamos para viver bem

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Plaza de Cibeles in Madrid, Spain.
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Cheguei recentemente da Itália, País que estava desde o dia 15 de Maio rodando a Itália. Um País lindo e encantador, um museu a céu aberto. Cada cidade com sua proposta e particularidade encantam não só os turistas, mas os próprios italianos tem um zelo com a cidade que vou te falar… é invejável!
Por onde você passa, um vaso de flores super bem cuidado. Um jardim aparado e flores, muitas flores. Em todos os bares, luzes, e mais flores. Em termos de cidades, notei algo interessante. O respeito do velho com o novo e vice-versa. Prédios antigos com lojas super atuais em seu interior. Arranha-céus gigantescos ao lado de prédios históricos.
Não tem afastamento de calçada (às vezes nem calçada), não tem afastamento de rios. Mas tem respeito aos rios e aos pedestres. Percebe a diferença? Independentemente do sentido da lei, os pontos turísticos aqui são sim comerciais, e não há nenhuma hipocrisia nisso. O que me leva ao nosso Rio Itapemirim.
Há um tempo estava tendo essa discussão na minha casa com meus amigos. Dentro de algumas questões das leis, existe o que é certo e existe o que é inteligente. Exemplificando para que você perceba o que eu quero dizer, hoje fomos a Como, uma província que fica há 30 minutos de trem da Estação Central de Milão. E os restaurantes ao lado do lago criam uma experiência incrível. Mas não tem lixo no lago ou desrespeito as águas. Ele se torna parte principal de uma belíssima proposta.
Veja que não quero dizer aqui para sermos ilegais. Mas a reflexão que estou tentando levar até você é que, muitas vezes, esperamos nossa cidade melhorar exponencialmente em tantos pontos, e não colocamos se quer uma flor na janela para poder embeleza-la um pouco mais, ou um vaso de plantas na calçada.

É necessário muito menos que uma super hiper mega modernização da cidade ou uma obra interplanetária que torne tudo mais fácil. A adaptação do velho ao novo, tendo nós, moradores, respeito por um e por outro, torna tudo mais lindo de viver!

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