O PERFIL DO CONSUMIDOR BRASILEIRO

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Consumir no Brasil é estratégia!

O cenário temporal não ajuda o consumidor menos esclarecido e o resultado profético no primeiro trimestre do ano será questão de tempo. Precisa de exemplos? Então vamos lá…

Abaixo da linha do equador o Brasil destaca-se da maioria dos países, com poder de importação e exportação crescente, diversificando nossas opções de compras e automaticamente modificando nossas vidas na larga escala do consumo, diga-se de passagem, saudável para econômia, que deve ser pujante, contribuinte para o crescimento do país.

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Também é abaixo da linha do equador, que o fim e o início dos anos, são conciliados com as férias escolares, extendida aos demais membros da família, papai e mamãe por exemplo.

Pagamento do 13° salário é outro motivo de festa e desafogo para parcela significativa dos trabalhadores. Harmoniza-se ainda as festividades como Natal e Reveillon. Sem considerar o estrangeiro “Black Friday”, introduzido recentemente em nosso mercado, sempre ao final de novembro, dando o ponta pé inicial nas compras!

A sensação de: “TRABALHEI O ANO TODO… AGORA EU VOU APROVEITAR!”, é apenas o começo do fim!

O panorama está pronto! O consumo freado nos últimos 10 meses, ganha sobrevida e o sentimento de que tudo está bem, alcançará os consumidores e o comércio local. Será mesmo?

Ao passar a anestesia do mês inaugural do ano, a realidade costuma vir a tona, e certamente, quando sem ao menos perceber, os próximos meses estarão comprometidos com parcelas e compromissos contraídos em 20 dias de entusiasmo.

Esta é a receita de 70% da população brasileira, ano após ano!

Nada saudável para o indivíduo em seu contexto familiar. Também não alcançará bons resultados ao mercado, que, combalido com o despovoado fluxo em suas lojas nos próximos meses, não investirá em seus negócios, vez que limitados ao faturamento corpulento de um ou dois meses apenas.

Trata-se de um círculo vicioso. Dois meses de alegria e esperança e o enfrentamento de longos dez meses de aperto nas contas que virão e insatisfações com o resultado desastroso da “vida”!

Por obviedade, esta regra não se aplica a todos. Alguns já assimilaram que a sobriedade e o planejamento serão salutares no pós festividades. Outros, por sua vez, realmente não fruirão de sorte, sendo acometidos pelo desagradável desemprego, trazendo, infelizmente, realidades ainda mais penosas.

Ainda assim, as férias passarão, IPVA, IPTU, responsabilidades escolares e tantas outras, fatalmente virão. E a solução?

A solução não é tão pavorosa! Com planejamento e comedimento, o consumidor moderno atingirá um nível de consumo sóbrio, adquirindo bens o ano todo, sempre que necessário for, irrigando o comércio não apenas durante 60 dias, mas sim o ano todo!

A necessidade faz o consumo. A empolgação faz o endividado!

 

DR. IGOR FONSECA – Advogado / Pós-Graduado em Direito e Processo do Trabalho.

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