O “JEITINHO BRASILEIRO” AVASSALA O BRASIL!

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Foto: Divulgação/Facebook
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2019 começou avassalador!
Levantar para trabalhar e situar-se na atual conjuntura de fatalidades que o país passa, não é tarefa das mais fáceis. Vez ou outra, tais infortúnios remontam em nosso pensamento e por mais positiva que a pessoa seja, aquele aperto no coração é inevitável.
Particularmente, está me incomodando.
No entanto, será que precisamos passar por tudo isso mesmo? Pois saudável para nossa existência, definitivamente não é!
Muito de tudo isto que vem nos acometendo tem explicação. Todo mundo sabe, mas dificilmente colocam o dedo na ferida.
Nosso modo de viver como sociedade, tende a nos causar reiterados transtornos. Refiro-me ao maldito “Jeitinho Brasileiro”, tão difundido e praticado por todos em terras tupiniquins.
Nossas origens ibéricas explicam este infeliz costume.
Num primeiro momento, a cordialidade herdada do português, era vista como sinal de urbanidade. No entanto, o interesse pela exploração da terra e de seus nativos se sobrepôs àquela amabilidade toda. Em seguida, com o coronelismo, as pessoas comuns bajulavam os coronéis em troca de proteção, consequentemente, comprometiam-se com votos (voto de cabresto).
Construímos nossos relacionamentos pela simpatia, pela emoção e descontruímos a razão. Não prezamos às relações impessoais e invariavelmete agimos de forma afetiva, motivo pelo qual, somos vistos como pessoas hospitaleiras e receptivas. Que louvável! Será?
O brasileiro, trata o que é público como uma extensão de casa, de família e assim, consegue escapar das formalidades e burocracias existentes. É tudo uma questão de raízes com conveniência (esta, em seu sentido mais negativo possível!).
A grande questão é que, no bojo desse comportamento, andam de mãos dadas a SIMPATIA e a CORRUPÇÃO (passiva ou ativa).
Certamente, essa é a explicação para tamanha tolerância com nossos políticos desonestos e com empresas que transgridem nossos direitos com a inércia de seus deveres para um escorreito desempenho de suas atividades.
Ainda assim, escorar-se em costumes que até a presente data só nos abatem como povo, não deve ser subterfúgio, se a proposta for mudar o futuro.
O olhar pra frente é propositivo. Já o apego ao passado opaco que tivemos não traz vigor, pelo contrário, nos enfraquece.
Infelizmente, nossa história como nação, na realidade, não é tão romantizada como ensinado nas escolas.
Sendo assim, sem desconsiderar nossa biografia, o Brasil de hoje precisa de rigidez na aplicação das normas e menos indolência. Só assim haverá progresso, conforme estampado em nosso pavilhão.
Políticos, Poder Público em geral, Vale S.A., Clube de Regatas do Flamengo, pela proximidade de suas falhas indesculpáveis, este artigo foi escrito e meditado!
Deixe-me trabalhar. Deixem-nos avançar!

AUTOR: DR. IGOR FONSECA – Advogado
Pós-Graduado em Direito e Processo do Trabalho.

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