O exemplo político de Erimar Lesqueves

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Em clima pré-eleitoral, a visita do presidente da Assembleia Legislativa, Erick Musso (PMDB), em Marataízes, semana passada, deixou sinais claro de que o peemedebista avança na montagem de um grupo para lhe dar sustentação eleitoral na região.

Seguindo o caminho já construído pelo seu colega de parlamento Gilsinho Lopes (PR), que é pré-candidato a deputado federal e com forte base no litoral Sul, Musso já escalou em Marataízes o seu homem forte para capitanear votos para sua reeleição: Erimar Lesqueves (PHS).

Vereador licenciado e atual secretário municipal de Saúde, Erimar Lesqueves assume, de vez, a coordenação e articulação política tanto de Erick Musso quanto do deputado federal Dr. Jorge (PHS) no município. Mas não é só isso. Ao assumir o compromisso, desfaz a boataria de que teria uma aliança política com o deputado estadual Theodorico Ferraço e com a deputada federal Norma Ayub, ambos do DEM.

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Segundo parlamentar mais bem votado de Marataízes nas eleições passadas, com 784 votos, Erimar levou Erick Musso na cidade para uma série de agendas administrativas com o prefeito Tininho (PDT). Entre uma ordem de serviço e outra, o cardápio principal foi a política, e o pedetista certamente ficou feliz porque viu no seu homem da saúde o claro distanciamento do casal Ferraço.

O prefeito Tininho tem nos Ferraço (exclui-se aí o senador Ricardo) seus adversários políticos. Já venceu o casal nas eleições passadas, quando ambos apoiaram Toninho Bitencourt (PSDB). E depois das urnas, venceu de novo no tapetão, quando um processo eleitoral não avançou. Então, certamente não vinha gostando de ouvir que um secretário seu estivesse ligado aos seus desafetos.

Agora, ao assumir essa coordenação e articulação política em Marataízes, Erimar Lesqueves ganha mais prestígio do que já tinha e se livra de qualquer insinuação maldosa. E em silêncio, mas atento a tudo, o prefeito Tininho observa o movimento de demais atores que se dizem seus aliados, mas que na calada da noite se fartam no banquete dos adversários.

Erimar Lesqueves deu um bom exemplo bíblico na política local: o de que não se pode servir a dois senhores. E Tininho espera que os passos do seu secretário de Saúde contagiem todas as pessoas do seu grupo, incluindo aí atores políticos e também todos os cargos comissionados: ou demonstrem fidelidade ou peçam para sair. Antes que sejam saídos.

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”Se viveu ou se sofreu / Isso não pertence a mim / Todos têm seu próprio eu / E o eu seu próprio fim / Não critico a ninguém / Sempre me achei feliz / Pois se eu erro também / Nunca posso ser juiz” – Lágrimas Sem Júri (Nelson Cavaquinho)

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