O desbanque da televisão como formadora de opinião pública e a dúvida real sobre a veracidade dos institutos de pesquisas nacionais

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Amigo leitor, hoje não irei falar de imóvel, mas venho me segurado há um tempo, aguardando pelo resultado de ontem, para que eu pudesse “por a boca no trombone” e falar sobre algo que já observava há muito tempo, só queria constatar.

Ainda que o tema não seja imóvel diretamente, a política afeta nossa vida como um todo. Então, de certa forma, estamos sim falando de imóveis e de quaisquer ambitos na nossa vida. Afinal, voto é uma procuração sua para o seu candidato, para que este fale em seu nome e lute pelo o que você acredita.

Ao ler uma publicação do meu amigo Marlon Corrente sobre a Propaganda eleitoral, no qual o mesmo fazia uma crítica sobre como num País democrático, uns candidatos tem mais tempo que o outro, enquanto outros não têm praticamente nenhum. Falemos até sobre um dos preferidos de ontem, vencedor do primeiro turno, Jair Messias Bolsonaro. Se não fosse nossa amada internet e redes sociais, nós nem conheceríamos o candidato.

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Assim como João Amoedo, que com a internet e sem uso de dinheiro público, conquistou o 5º lugar, superando os nomes que tinham alto investimento em campanhas eleitorais, presenças televisivas e debates, como Marina Silva, Henrique Meirelles, Alvaro Dias e Cabo Daciolo. Um País que se diz democrático deveria ter tempo igual para que todos os candidatos pudessem expor suas propostas, não acha? Já começa por aí..

O fato foi que podemos perceber como os candidatos que tinham essa presença ínfima na Televisão, surpreenderam em seus resultados, desbancando a TV como principal fonte de formação pública, e colocando a internet como um dos principais meios de acesso e decisão de voto. E isso é uma baita vitória. Para entender melhor, voltemos ao passado.

Pense em uns 15 anos atrás, sem internet. Não teríamos nenhum acesso a nada desses candidatos. Percebem como a Lei de Propaganda Gratuita é feita para manutenção de poder? Sem respeito nenhum a democracia. Dentro dessa volta ao passado, imagine quando apareciam as pesquisas, no entanto não tínhamos como gravar qual foi o resultado da semana passada. O que quero dizer com isso?

O IBOPE e o Datafolha erraram tão feio, tão feio, tão feio, que eu diria que não foi mera coincidência. Os apresentadores da Globo News e da Rede Globo ficaram completamente desconcertados e sem graça na frente das câmeras comparando as pesquisas de sábado, véspera das eleições, com os resultados.

Se você não sabe, são feitas 75 perguntas para a pesquisa do Ibope, feitas todos em pé. Isso mesmo, bom só para quem quer emagrecer. Brincadeirinhas a parte, não há como se ter uma entrevista sólida dessa forma. E claramente os resultados das pesquisas são determinantes para a tomada de decisão dos votos de muitas pessoas.

Completamente fora da margem de erro, inclusive nas pesquisas presidenciáveis, tivemos surpresas agradáveis e desagradáveis. No entanto, tivemos uma clara exposição da verdade, de como somos manipulados de muitos lados, para que não possamos fazer nossa escolhe livremente.

Contudo, há vitórias (e muitas) a ser comemoradas nas eleições. O desbanque da TV como quase que única formadora de opinião publica a força da internet com informações uteis (ou não), e a vitória de candidatos que antes para nós eram anônimos, e conseguiram alcançar o cargo por terem a oportunidade expor suas ideias reais sem o uso de dinheiro público e atitudes. Pronto, falei!

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