Mudança em estatuto permitindo que ex-prefeitos presidam a Amunes divide opiniões

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A alteração estatutária da Associação dos Municípios do Espírito Santo (Amunes) que permite que ex-prefeitos possam presidir a entidade divide a opinião de prefeitos capixabas e gera polêmica.
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A alteração estatutária da Associação dos Municípios do Espírito Santo (Amunes) que permite que ex-prefeitos possam presidir a entidade divide a opinião de prefeitos capixabas e gera polêmica.

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Nesta quarta-feira (17), o prefeito de Barra de São Francisco, Enivaldo dos Anjos (PSD), disse que foi pego de surpresa com a mudança no estatuto da Amunes e que, se for mantida, vai desfiliar sua cidade da entidade, por entender que ela passará a atender a outros interesses que não aqueles para os quais fora criada.

A eleição da Amunes será realizada no dia 31 de março, das 13h às 17h. Atualmente a entidade é presidida pelo ex-prefeito Gilson Daniel, que poderia concorrer à reeleição para o biênio 2021/2023, já que a mudança do estatuto passou a permitir que ex-gestores municipais disputem o comando da associação.

O prefeito de Dores do Rio Preto, Cleudenir José de Carvalho Neto, popular “Ninho” (Cidadania), que preside comissão eleitoral da entidade, afirma que a alteração do estatuto foi aprovada pela maioria dos prefeitos capixabas. Ele acredita que a associação sob o comando de um ex-prefeito dará mais fôlego aos gestores municipais.

“Muitas vezes, ex-prefeitos têm mais tempo para presidir a Amunes do que um prefeito que esteja atuando em seu mandato municipal. Enivaldo dos Anjos não estava prefeito no biênio passado, não participou das decisões e não acompanhou todas as publicações de mudança do estatuto. É compreensível que ele esteja aborrecido. A CNM, Confederação Nacional dos Municípios, é presidida por um ex-prefeito. A decisão de permitir que ex-prefeitos presidam a Amunes foi da maioria dos prefeitos capixabas. Acho que Enivaldo está aborrecido achando que Gilson Daniel venha candidato, mas ele já deu algumas declarações afirmando que não será candidato à reeleição”, comentou Ninho.

O prefeito de Castelo, João Paulo Nali (PTB), concorda com o prefeito Enivaldo dos Anjos, e acredita que ex-prefeitos não deveriam comandar a Amunes.

“Na minha visão, somente quem está à frente do Executivo sabe de perto os problemas da administração pública municipal. Mas penso que os ex-prefeitos poderiam sim fazer parte da Amunes, mas integrando um conselho. Quanto a desfiliação de Castelo da entidade, é muito prematuro um posicionamento deste”, pontuou Nali.

Procurado, o ex-prefeito de Viana, Gilson Daniel (Podemos), preferiu não comentar o assunto. Na noite desta quarta-feira, em uma publicação no Facebook, o presidente da Amunes destacou que fez um trabalho de resultados na entidade e sinalizou um possível apoio a um sucessor apoiado pelo Palácio Anchieta. “Estamos caminhando para o encerramento do mandato na Amunes e com muitos resultados! Mais um dever cumprido – com os prefeitos do Espírito Santo e com a sociedade capixaba! @oficialamunes @casagrande_es @governo_es”.

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