Moro perseguido?

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Foto: Sérgio Lima/Poder360
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Moro perseguido?

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Há um discreto movimento de advogados criminalistas para barrar a carterinha de advogado ao ex-juiz Sérgio Moro na seccional da OAB do Paraná.

 

Memória JB

Joaquim Barbosa, quando deixou o STF, passou pelo mesmo constrangimento na seccional do DF, mas conseguiu a duras penas.

Dirceu.adv

A OAB que fez jogo duro com Barbosa e agora pode atazanar a vida de Moro é a mesma que fechou os olhos na seccional de São Paulo e deixava José Dirceu, já condenado no Mensalão, transitar com carteirinha de advogado. .. Dirceu só teve a carteirinha cassada após pressão de entidades e uma discreta bronca do Conselho Federal na seccional paulista.

Duplo “não” ao Cabo

O famoso Cabo Anselmo, militar infiltrado em movimentos subversivos e que entregou centenas de guerrilheiros durante o regime militar, teve pedido de anistia negado no Governo de Jair Bolsonaro. O mesmo já havia acontecido durante o Governo de Dilma Rousseff (2011). Na Portaria 1.532, o Ministério dos Direitos Humanos indeferiu a solicitação de José Anselmo dos Santos que poderia lhe render uma indenização mensal vitalícia, como ‘perseguido político’ do regime (Processo nº 2004.01.42025) – aos que estranham a demanda, seria como um reconhecimento dos serviços prestados ao Governo. Em revisão de processos na semana passada, aliás, o Ministério anulou 295 anistias políticas concedidas a cabos da Aeronáutica após a redemocratização do País.

 

Invisível

Para amigos de Cabo Anselmo, ele foi “destruído pela esquerda e abandonado pela direita”. E afirmam que não consegue, hoje, nem emitir um documento de identidade.

Caixa forte

A reviravolta histórica renderá economia de R$ 3,5 milhões por mês aos cofres da União. O ministro Paulo Guedes agradece.

Cenário

O ex-ministro da Saúde Luiz Mandetta lembrou bem: o Governo, ao recontar números de mortos e driblar a imprensa, tenta matar o carteiro, que é apenas o portador da notícia ruim.

Dragão na praça

Além do comércio, a inflação também voltou, pelo menos em Brasília. Num quioesque de rua, um bombom antes a R$ 1, saiu a R$ 1,50; um envelope pardo tamanho A4 (antes R$ 0,30) já está a R$ 1. Uma famosa chocolateria nacional cobra R$ 41 por 100 gramas (isso!) de bombons com recheio de licor. Registrou ontem leitor da Coluna.

Justiça a Miguel

A última capitania hereditária a passar para o domínio direto da Coroa foi Pernambuco, em 1716. Mas hoje o Estado continua com algumas, tendo como o capitão o governador Paulo Câmara (PSB) e aliados como a família Hacker (controla três cidades do litoral Sul). É de lá que vem a primeira-dama indiciada pela morte de Miguel Otávio.

Meio Ambiente

A AES Tietê, empresa produtora de energia elétrica para o País, anunciou investimento de R$ 6 milhões neste ano em ações para preservar ecossistemas. A Companhia é responsável pelo repovoamento de 2,5 milhões de peixes, pela produção e plantio de milhares de árvores nativas e o monitoramento de animais silvestres.

75 anos

A crise sanitária e da economia forçou o fechamento em Pomerode (SC) da fábrica de Porcelanas Shimidt, que desde 1945 operava na cidade. A empresa vai manter o parque fabril apenas de Campo Largo (PR).

País do jeitinho

Sem fiscalização e com o STF dando poderes a prefeitos e  governadores (que batem cabeça), o brasileiro encontra cenários complicados Brasil adentro. Em Monte Verde, distrito turístico de Camanducaia (MG), só entra quem tem reserva hotel.

Galeão

A concessionária que administra o Aeroporto do Galeão jura que não demitiu um funcionário sequer, nessa crise que praticamente fechou aeroportos.

 

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