Guerra política em meio ao coronavírus coloca em xeque credibilidade dos governos e põe vidas em risco

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A crise do coronavírus instaurada no Brasil ultrapassou as fronteiras da saúde e se transformou numa guerra política, onde alguns torcem para o quanto pior melhor.

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Até especialistas na área da saúde divergem sobre a eficácia do isolamento horizontal. Há aqueles que defendem o isolamento vertical, deixando em casa somente o grupo de risco, pessoas com mais de 60 anos e com baixa imunidade.

Nas ruas, ganha força o clamor para que os comércios voltem às atividades, principalmente com o início de demissões em massa.

Estados perdem receita, e num curto espaço de tempo as contas não vão fechar e servidores deixarão de receber seus salários. Há tempos, agora falando do Espírito Santo, funcionários cobram reposição salarial. Tivemos até uma greve da PM, em 2017, categoria impedida pela Constituição de fazer tal ato. Imagine todo um funcionalismo sem receber salários? Seria o caos instalado. E isso não seria apenas no ES.

A economia é como uma roda que precisa girar. Atinge o bolso do trabalhador e também o daqueles que vive no mundo do crime. A partir do momento que não há dinheiro, a coisa muda de figura. Aumentam os crimes contra o patrimônio e outros crimes.

Desde que o primeiro caso de coronavírus foi registrado no ES, seis pessoas morreram. Em apenas dois dias, no final de semana, 20 pessoas foram assassinadas no Estado. Nas redes sociais a população questionou: “uso máscara ou colete à prova de balas?”.

Muitos acreditam que os governos estaduais, não aliados ao presidente, estão colocando mortes na conta da Covid-19, tentando instalar um caos na economia e na população, com objetivo de enfraquecer Bolsonaro, que por si só já fala muitas besteiras por impulso e tem perdido popularidade.

Nesta quarta-feira (8), após visita do governador Renato Casagrande em Cachoeiro, acompanhado de diretores da empresa EDP, que doou R$ 1 milhão para a Santa Casa, veio a péssima notícia de mais dois novos casos da doença na cidade.

Como há pressão de empresários e trabalhadores, que temem perder o emprego, e pedem a flexibilização do isolamento social, muitos afirmam que os dados divulgados sobre novos casos da Covid-19 são fictícios no ES. O mesmo vem ocorrendo em São Paulo, que lidera o número de casos e mortes pelo coronavírus, e em outros Estados.

Até as notícias sobre novos casos divulgados na imprensa são questionadas nas redes sociais, em meio a chuva de fake news. A imprensa profissional divulga dados oficiais, mas com a guerra política e ideológica instalada, o que é divulgado sempre é motivo de questionamentos e muita polêmica. Falta transparência dos governos na divulgação dos números.

Seja o cidadão politicamente de esquerda ou direita, ou que aquele não define seu posicionamento, o questionamento sempre sobres os dados divulgados sempre existe. Como se ninguém confiasse em ninguém e desconfiassem de todos.

Percebemos também que alguns gestores se aproveitam deste momento para, com base em decretos de calamidade e emergência, superfaturar compras. O povo não é bobo e tem acompanhado as movimentações dia a dia. Uma hora a conta vai chegar.

Essa atitude política, de interesses próprios, com o apoio de quem se corrompe, é que tem deixado o cidadão ainda mais desacreditado com os governantes, que há tempos tem entrado no descrédito popular.

Hoje, de um lado gritam Petralhas e Luladrão e do outro bolsominions e “gado”, referência a quem apoia o PT e o presidente Bolsonaro ou as ações do Governo Federal, respectivamente. Quem perde nessa guerra é o povo, principalmente os menos favorecidos.

O que esperamos são dias melhores, que saíamos dessa situação com o mínimo de mortes possível, que as pessoas não sejam tratadas meramente como números estatísticos e que a economia se recupere o mais rápido, pois o estrago já foi feito por esse inimigo invisível aliado a guerra política.

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