Férias?

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Para a maioria das pessoas, janeiro é sinônimo de férias, praia e diversão… Mas pra mim não!
O “simples” fato de ir à praia, quando se trata de uma pessoa com deficiência, se torna uma “operação quase impossível”.

Muitos vivem tão no automático que acabam não percebendo que um degrauzinho pode dificultar, e muito, a vida de alguém.

Na praia que eu frequento tem sido cada vez mais difícil sair de carro. Quando consigo sair, não achamos vagas para estacionar. As ruas são de paralelepípedos o que dificulta o rolar da cadeia ou andador, muitas vezes não há calçadas. Os quiosques ocupam boa parte da área com mesas e cadeiras.

Moramos em um País com uma costa enorme e a praia é uma identidade natural. Então, como não ter acessibilidade nas praias para os milhões de brasileiros com deficiência?

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Existem poucas praias acessíveis e inclusivas no Brasil, com cadeiras anfíbias, rampas, deck de madeira que cruzam toda a praia permitindo o acesso ao mar e até esportes adaptados.

Eu e minha família sempre damos um jeitinho e vou à praia. Mas sei que muitos ficam em casa por achar que é muito difícil ou que as pessoas vão ficar olhando, e olham mesmo… e com isso não vivem.

Acho que cadeirante é gente como todo mundo! E tem o direito de fazer o que gosta, onde quer que seja.

Luísa Campos Pitanga de Almeida, 15 anos, cursa o 1º ano do ensino médio em Cachoeiro de Itapemirim.

–O projeto Mova-se tem a intenção de mostrar a rotina de pessoas com deficiência, para mostrar a realidade que poucos vêem, mas que pode ser mudada com a ajuda de todos. Quer fazer parte do projeto? Envie um contato para [email protected]

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