EU JÁ QUIS SER UM HISTORIADOR!

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Deve ser coisa de outras vidas, mas sou meio sensitivo!
Consigo avistar um lugar hoje e imaginá-lo em algum momento da história, acontece muito com praias/balneários que, por algum motivo, minha mente apaga as edificações atuais e posiciona uma densa camada de vegetação de mata atlântica.
Parece coisa de doido né? Quando comento com a minha esposa ela também não entende. Vai saber o que isso quer dizer, se é que tem algo pra esclarecer também…
A questão toda, é que sempre fui apaixonado pelo passado, ao ponto de quando adolescente ter inclinado a prestar vestibular de história, possivelmente pelas referências de professores desta matéria no colegial, que instigaram demasiadamente esse interesse em mim. Aproveito para deixar um abraço a eles, Diogo Lube e Marcos Balbino. Sei que hoje estão sofrendo!
Não me recordo a data ao certo, mas, fui com a escola nessas excursões de costume até o Rio de Janeiro/RJ, conhecer, dentre outros passeios locais, o Museu Nacional e o Museu Imperial em Petrópolis/RJ!
Ali despertei para história do Brasil e nunca mais deixei de estudar sobre nossas origens. Possuo com orgulho, um considerável arsenal de exemplares de livros, hodiernos e tradicionais, cuja a leitura nunca me permite estancar a sede de sempre pesquisar mais sobre o tema.
O que aconteceu ontem é INDESCULPÁVEL!
Nós brasileiros, já sofremos no presente, não temos certeza alguma do nosso futuro e de uns tempos para cá, até o nosso passado vem sendo ceifado das nossas memórias.
Perde a história, perde a biologia, perde a pesquisa, perde a cultura, enfim, perde a EDUCAÇÃO. Perde o senso crítico do indivíduo, a capacidade de diferenciar passado e presente e entender o porquê de hoje essa fatia da humanidade se comportar de tal maneira!
O que mais me chateia, são as coincidências com a data desta tragédia. Fundado em 1818 por Dom João VI no Palácio de São Cristovão, o Museu Nacional sucumbe há exatos 200 anos depois… sem considerar a aproximação do feriado de 7 de Setembro e toda sua relevância no tempo.
Agora amigo leitor… caso você não consiga sentir o passado no seu presente, poderá ler sobre o assunto, mas jamais VER o que foi consumido pelo fogo ontem na Quinta da Boa Vista.
Perdão, mas isto aqui não é um artigo jurídico (que até já estava pronto)! É a minha consternação por uma tragédia anunciada e não evitada. É o sepultamento de parte do que considero sagrado demais para nós!
A História sempre explicou muito!

DR. IGOR FONSECA – Advogado Pós-Graduado em Direito e Processo do Trabalho.

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