E agora, quem poderá nos defender?

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Não, eu não sou o Chapolin Colorado, infelizmente. Primeiramente, é muito bom estar de volta aqui, escrevendo e entrando em contato com você leitor. Senti saudades de poder tentar contribuir com vocês um pouco.

Após essa catástrofe que nossa cidade sofreu no dia 25 de Janeiro de 2020, gerando tantos prejuízos para tantas pessoas, comércios, e tudo o mais que a chuva pode carregar, precisamos nos provocar como cidadãos sobre o que podemos fazer de diferente daqui para frente.

Como podemos evoluir como cidade, em termos de sustentabilidade, tecnologia, informações, para que estejamos mais preparados ao receber qualquer nova situação próxima ou pior. Afinal, moramos próximo as margens do rio, sabemos que não foi à primeira, e que dificilmente será a última.

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Até porque, se você reparar bem, nos últimos 10 anos, tanto a freqüência quanto a força das águas do rio vem aumentado consideravelmente. O primeiro questionamento que deixo é: seria uma infeliz coincidência? Ou isso é resultado da nossa má relação com a natureza? Assim como o corpo humano dá sinais quando está adoecendo, a Natureza também dá. Precisamos estar atento para percebê-los.

E o que nós podemos fazer de diferente para que os impactos sejam minimizados? Para que possamos nos preparar melhor e ter o menor prejuízo possível, ou até nenhum.

Como nosso município, várias cidades do Espírito Santo, e o estado de Minas Gerais também estão devastados. No entanto, há um vereador em Belo Horizonte chamado Gabriel Azevedo, que tem um projeto chamado IPTU Verde. O projeto ainda não está ativo, pois está em tramite na Câmara Municipal.

O Projeto possui o objetivo de incentivar empreendimentos que contemplem ações e práticas sustentáveis destinadas a redução do consumo de recursos naturais e dos impactos ambientais, e em contrapartida, o proprietário do imóvel recebe um desconto de até 10% no valor do IPTU. O desconto é progressivo, de acordo com o nível de sustentabilidade do imóvel. E o que seria “imóvel sustentável?”

O uso de equipamentos economizadores de água, sistemas de aquecimento solar, elevadores com regeneração de energia elétrica, implantação de bicicletários e de estrutura para coleta seletiva, criação de cisternas para captação de água de chuvas em condomínio, dentre outros.

O projeto visa um sistema de pontuação, ou seja, quanto mais atitudes sustentáveis forem tomadas, maior será o seu desconto. E os pontos são em vários âmbitos ambientais, como: bom uso da água, da energia elétrica, dentre outros.

Inclusive, há uma preocupação em atender todos os tipos de imóveis, dos mais simples aos maiores e mais luxuosos, criando condições que as famílias mais humildes também sejam beneficiadas com o desconto, desde que adotem medidas que auxiliem na preservação ambiental. Há ações simples, como a instalação de torneiras com aeradores, para diminuir o consumo de água, que somam pontos para a obtenção do desconto.

Por fim, a concessão do benefício não trará prejuízos para a arrecadação do município. A compensação virá do reajuste do valor das multas a quem prejudicar o meio ambiente na capital. Sendo assim, o mais justo: o poder público reduz o tributo de quem se esforça para ser sustentável e aumenta a punição para quem desrespeita a natureza.

Em varias cidades do mundo este projeto é uma realidade, e no Brasil também. Salvador é um exemplo. E por que não Cachoeiro? Porque não podemos ser uma cidade que abraça essa iniciativa e sai na frente liderando como um exemplo de cidade inteligente.

Pensemos meus amigos, sobre o que podemos fazer de melhor e de diferente para que, como em grandes cidades, saibamos lidar com esta situação com estratégia e inteligência.

 

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