Valar Morghulis, Valar Dohaeris, vae soli

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As dúvidas são muitas sobre os sentimentos que afloram quando vemos tanta safadeza junta e misturada. Pessoas de posição (coisinha ridícula essa expressão agora) expostas em suas entranhas de ganância e pavonismo.

Eram três os poderes, depois falaram que são quatro e, ao somarmos os invisíveis, não temos nenhum. Todos eles letras em papéis timbrados capazes de bater a carteira do povo, fantasiados ou não, goelas largas de fome infinita e cloacas constipadas.

Parafraseando, a verdadeira Justiça tem pressa! Não brinca de domingo na tevê ou de “quem cuspir primeiro é homem”. São tantos os que se arrogam serem partes dela que por nada realizarem de fato se parecem mais como mascotes dos que permitem serem seus donos.

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Saindo de uma casa para outra vemos engravatados apontando dedos sujos para companheiros de carniça, chacais iguais, presas firmes em enormes nacos de um pobre rico país.

Outro passeio e no curral elevado se preparam os sacrifícios da vez para o abate exigido pela mão invisível e burra, porque ainda acredita jogar com o mesmo baralho de outrora.

A imensa distância se torna segurança na continuidade dos negócios dessa “coisa”, com ramificações por todos os lados e silêncios fartamente sustentados por tetas generosas.

Deplorável, precário, por natureza funesto todo o arranjo, sem provocar qualquer pena de seus atores (dúbio?). Aqueles que desejam viver suas vidas em paz tem sua cota de paciência reduzida dia a dia. Os que enxergam além, conscientes da crueldade do tempo sobre as coisas e pessoas, já ouvem lamúrias dos abandonados pela matilha.

Valar Morghulis, Valar Dohaeris, vae soli. E eles não aprendem…

Notas explicativas:

Valar Morghulis e Valar Dohaeris são expressões em alto valiriano, do livro Game of Thrones, onde a primeira significa “todos os homens devem morrer”, a seguinte “todos os homens devem servir”;

– a locução latina vae soli vemos em Eclesiastes IV, 10, “ai do homem só”, caracterizando de forma reduzida a situação deplorável do homem abandonado a si mesmo.

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