BRASIL: "POLÍTICA DE RECADOS"

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As últimas operações deflagradas pela Polícia Federal estão sendo interpretadas como “recados”. A primeira, que teve como alvo a cúpula política do Governador do Rio de Janeiro, é um aviso direto aos Ministros do Supremo Tribunal Federal. A segunda é um recibo autenticado para os mentores, propagadores e financiadores das Fake News, especialmente para o filho 02 do presidente da república, o vereador Carlos Bolsonaro.

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Isso mesmo, recados, a política brasileira foi reduzida a guerra de recados! Em meio a grave e assustadora pandemia que vem crescendo a cada dia, autoridades públicas medem forças e implementam a ideologia do “baculejo”. Essa tensão fortalece a geriátrica política do quanto pior, melhor, recrudescendo ainda mais o conflito institucional e promovendo sérias instabilidades dos poderes.

Diante de tanta beligerância, o Brasil vai sendo esfarinhado e vencido pelo acriançado ego e pela temerária e desastrosa filosofia de “quem manda mais”. Lamentável, porque o nosso maior e atual inimigo não é o peso da caneta de A ou B, é o Covid-19 que matou milhares de brasileiros e que continuará ceifando e enlutando o país. Sim, o nosso presente inimigo é a gritante desproporcionalidade, que intimida os desassistidos deste injusto chão. O nosso grande inimigo é a histórica e vergonhosa desigualdade, que humilha o simples e mostra o quanto somos pobres de tudo, inclusive de corpo e alma!

Conseguintemente, enquanto a política predatória revela seu caráter supérfluo e sua aguda irascidade, a população carente agoniza com as incertezas do porvir e intimamente flerta com a morte. Triste, porque esse palco do caos não tem dia e hora para ser desmontado, e seus umbratilizados ocupantes seguirão aparelhando o ódio e suas realçadas validades. Na verdade, essa briga de “gente grande” apequena o espírito republicano das instituições públicas, coloca em curso a agenda de tragédias e banaliza todos os preceitos estabilizadores da política relacional. Também aponta para a grande fragilidade daqueles que “usam” a constituição como um simples acessório jurídico ou como um compilado de conveniências.

Enfim, todo brasileiro politicamente lúcido e sensato deseja um país livre da corrupção e das diabólicas Fake News! No entanto, esse mesmo povo aspira por políticas públicas eficientes, por atitudes exemplares, pelo necessário respeito e por dias de esperança!

Vamos Brasil e sua desaprumada política, de recado em recado,

Weverton Santiago

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