Brasil Acima de Tudo

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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
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O maior desastre para o governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL-RJ), e para o Brasil, seria o parlamento não aprovar o Projeto de Emenda Constitucional (PEC) que viabilizará a Nova Previdência, conforme proposta já encaminhada à Câmara dos Deputados pelo governo. O resultado é que no futuro não teríamos mais crédito para continuar nos endividando, nem recursos suficientes para arcar com o pagamento das aposentadorias e pensões, pelo tamanho da conta. O desequilíbrio fiscal ficaria tão grande que geraria um caos na economia, em proporções similares ao que aconteceu com a Grécia.
Os principais indicadores da nossa economia há tempo demonstram a necessidade da reforma da Previdência. No entanto, os últimos governos – com exceção do período do ex-presidente Michel Temer (MDB-SP), que pelo menos tentou efetivá-la – negligenciaram em realiza-la, em razão da identidade populista e para não ferir interesses, principalmente dos lobbies ligados às principais categorias do funcionalismo público. Outra agravante foi a resistência do parlamento, pela aversão às questões impopulares, mesmo que de fundamentais importância.
Se as reformas tivessem sido realizadas em tempo oportuno, lá atrás, certamente a situação econômica e financeira do Brasil estaria muito mais controlada. O país estaria crescendo a passos mais largos, gerando muito mais renda e empregos, beneficiando toda população. Entretanto, a prioridade foi dada à gastança, o que gerou um desenvolvimento do tipo “voo de galinha” durante os governos de Lula da Silva (PT-SP) e Dilma Rousseff (PT-MG).
Contudo, os mesmos que se beneficiaram no passado, à custa da destruição dos fundamentos básicos para a boa gestão do Estado, agora tentarão barrar as iniciativas do governo de Jair Bolsonaro. O cenário já anunciado pelo PT, PSOL, Rede, entre outros partidos periféricos, será de realizar uma “oposição sistemática” – do quanto pior, melhor – como forma mesquinha de abater o atual governo e reconquistar o poder.
Uma das estratégias será a tomada das ruas, com grande mobilização da esquerda, guiadas pelos movimentos das frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo. Tais frentes reúnem diversos partidos políticos e organizações da esquerda, que em sua maioria diz “lutar” pela democracia, que anunciam “ameaçada”, quando na realidade lutam é para implantação de um sistema autoritário no Brasil, bem similar ao implantado por Hugo Chávez na Venezuela, continuado pelo ditador Nicolás Maduro.
Para isto, essas frentes usam dos mais sínicos e mentirosos argumentos para manipular a opinião pública. O deputado José Guimarães (PT-CE), em recente entrevista, já anunciou que se trata de uma “visão estratégica”, que o seu partido irá utilizar para derrubar a reforma da Previdência, no vale tudo pelo poder, como se o Brasil merecesse ficar em segundo ou terceiro plano. É a mesma falácia do “Lula livre”, que não obstante ao conjunto de provas insiste em não reconhecer a gravidade do crime, protagonizada pela presidente da agremiação petista, a deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR).
Cabe, então, ao governo do presidente Jair Bolsonaro centrar a sua força nas reformas que são necessárias ao país, em detrimento de gerar tantas polêmicas em questões secundárias que não nos levarão a lugar algum. O que está em jogo é o nosso futuro. Portanto, não é hora para dar pólvora como argumentos para a oposição. O momento é de reconstruir o Brasil.

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