Bloco da Favorita: polícia não é segurança particular, ela tem sim de agir se há confusão

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Foto: reprodução/redes sociais
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Passando o olho pelas notícias, me deparo com a confusão que ocorreu no Bloco da Favorita, em Copacabana, no Rio de Janeiro. No Twitter, salvo alguns contrários, todos metendo o malho na polícia, no Estado, no hotel ou em quem quer que não estivesse de acordo com a folia sem regras. Dê uma olhada nas postagens feitas por algumas pessoas que estava no bloco (estão na íntegra, sem correções):

“Mal cheguei no role Fui intoxicada com gás lacrimogêneo e bomba de efeito moral jogada por policiais descontrolados que estão dispostos a dizer que a culpa é dos pais que estão com crianças se divertindo na praia, sinceramente a cada dia que passa e mais difícil de sair de casa.”

Ou…

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“Todo mundo chorando implorando pra entrar no Copacabana Palace, sem conseguir respirar, batendo no vidro desesperado e a funcionária simplesmente gritou “vao pra casa bando de filha da puta.” eu não me surpreendo mais com NADA nesse rio de janeiro.”

Ou ainda…

“Já dá para ter uma ideia de como a polícia vai agir no carnaval. O prefeito tem o sonho de banir o carnaval e parece que o meio utilizado será a violência contra os foliões! Fica a dica.”

E por aí vai…

Tenho pavor dessa história de a culpa é sempre do outro. É culpa do hotel, é culpa da polícia, é culpa do Estado.  Nunca é culpa da falta de limites que toma conta das ruas quando há algum tipo de festa ou aglomeração.

NÓS somos as festas de rua. Mas não é porque se está na liberdade da beira do mar que a responsabilidade pode ser deixada de lado. Imagine a orla de Copacabana sem policiamento durante o bloco. Imagine se não houvesse a dissipação da multidão, após seguidos arrastões relatados pelos próprios foliões, por meio do gás lacrimogênio. E se alguém morresse numa confusão generalizada ou sabe Deus o que mais? Seria culpa da polícia, afinal, ela não estava no local para proteger quem estava curtindo a festa.

Acredito que as mesmas pessoas que reclamaram do gás lacrimogênio são aquelas que querem segurança, mas não querem policiamento de fato. Querem policiais para garantir que possam fazer tranquilamente a sua baderninha, afinal, é carnaval e pode tudo. Pode fazer xixi nas ruas, jogar lixo nas praias, beber em excesso e provocar discussões. Mas não pode jogar gás se a situação fugir do controle. Isso é fascismo.

Sempre ouvi que a liberdade traz consigo muita responsabilidade. Vamos fazer um carnaval bonito, com bloquinhos, com música e animação? Claro. Eu adoro carnaval. Mas vamos levar em conta que, se houver confusão, a polícia vai agir sim. Ela precisa primar pela segurança de todos e evitar um mal maior.

Pra encerrar, mais um tuíte:

“Muitos colocando culpa na polícia… Mas não viram que o dia todo foi de baderna, pequenos arrastões na praia e assaltos nas ruas de Copa. Lamentável… Uma verdadeira Gotham City!!!”

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