Após 14 anos apoiando a esquerda, Jonas Nogueira agora é de direita e quer ser prefeito

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Desde as eleições de 2018, quando Jair Messias Bolsonaro, ex-PSL, foi eleito presidente, desbancando seu principal concorrente, Fernando Haddad, colocando fim ao ciclo de 13 anos do governo PT, os embates entre direita e esquerda ficaram acirrados no país.

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Em Cachoeiro de Itapemirim, durante 14 anos, o pré-candidato a prefeito Jonas Nogueira esteve filiado ou ligado a partidos de esquerda. Em 2018, no auge de Bolsonaro, que por tabela elegeu muitos deputados no país, fazendo a segunda maior bancada no Congresso Nacional, o vice-prefeito Jonas Nogueira decidiu esquecer o passado e passou a se mostrar alinhado aos ideais do presidente.

Jonas, que disputou três eleições para vereador e uma como vice-prefeito, sempre esteve aliados a chapas majoritárias vitoriosas, e o governo do PT em Cachoeiro foi quem lhe abriu as portas para crescer na sua trajetória política. Vejamos abaixo:

Nas Eleições 2004, Jonas Nogueira disputou pela primeira vez uma cadeira na Câmara Municipal por um partido de esquerda: o PSB. Ele obteve na época 942 votos, e não foi eleito.

Em 2008, disputou pelo PV como vereador e obteve 1.181 votos. Seu partido apoiou a gestão do prefeito eleito Carlos Casteglione (PT), mas no meio do mandato, em 2010, rompeu com o petista.

Numa reaproximação, em fevereiro de 2012, no final do primeiro mandato de Casteglione, após articulações com o petista, Jonas Nogueira, que era segundo suplente de vereador, tomou posse na Câmara em vaga deixada pelo primeiro suplente Fábio Mendes Glória (MDB), que assumiu a Secretaria Municipal de Habitação. O titular da cadeira era o Tenente Moulon (PV), que estava como secretário municipal de serviços urbanos.

Nas eleições 2012, a aproximação entre PT e o PV, de Jonas Nogueira foi mais atrelada e sua sigla em apoio a Casteglione indicou o médico Abel Santana como vice. Jonas obteve 1.019 votos como candidato a vereador. Como não se elegeu, mais uma vez o petista, no final de 2014, deu oportunidade para que Nogueira, que era suplente de Edison Fassarela (PV), assumisse uma cadeira na Câmara de Cachoeiro. Para isso, Casteglione deu o cargo de secretário de Saúde ao vereador Fassarela.

Nas eleições de 2016, com apoio do ex-governador Renato Casagrande (PSB), Jonas Nogueira, no Partido Progressista, decidiu disputar como vice apoiando o socialista Victor Coelho e saiu vitorioso.

Em 2018, ainda no PP, partido que até hoje faz parte da base de apoio ao governo Casagrande, tendo o presidente da executiva estadual Marcus Vicente integrado no primeiro escalão palaciano, Jonas Nogueira disputou o cargo de deputado federal obtendo mais de 16 mil votos, mas não foi eleito. Naquele ano, muitos candidatos que apoiaram Bolsonaro tiveram êxito nas urnas, o Progressista não teve a mesma sorte.

Logo após as eleições de 2018, Nogueira decidiu se desvincular da esquerda para que possa alçar voos maiores. Rompeu com Victor Coelho, se filiou ao PSL, partido de direita, mas como Bolsonaro deixou a sigla, optou por seguir o mesmo caminho e foi para o PL, partido comandado no Espírito Santo pelo ex-senador Magno Malta.

Como pré-candidato a prefeito, agora na direita, Jonas terá o apoio do ex-senador, do ex-deputado federal Carlos Manato, que disputou o Governo do Estado em 2018, e tem a adesão dos grupos de direita em Cachoeiro. O presidente Bolsonaro já adiantou, nesta sexta-feira (28), que não vai participar do primeiro turno das eleições municipais.

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