Ansiedade... #quemnunca

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A ansiedade é o mal do século! Quantas vezes já ouvimos essa frase? Para entender melhor pedimos ajuda ao Maurício Horta e seu livro “Ansiedade – Como as pessoas funcionam”. O que, afinal, é essa tal Ansiedade? Sabemos perceber quando sentimos medo (sentimos medo em uma situação bem específica, como uma arma apontada para a cabeça), mas a ansiedade (ela é menos definida e muitas vezes não percebemos sua causa). Ambos são estados mentais e corporais muito parecidos, são “estados aversivos” que nos fazem evitar algo. Mas enquanto o medo é uma resposta do seu corpo para se defender de uma ameaça percebida imediatamente, a ansiedade é desencadeada a partir da avaliação de algo futuro, que pode vir a acontecer ou não.

Temos medo de algo no presente e ansiedade por algo no futuro, uma incerteza. A causa do medo está perto e a da ansiedade longe. O medo torna o nosso corpo apto a se defender ou fugir, a ansiedade antecipa essa prontidão. Ou seja, no fim das contas a ansiedade acaba desencadeando todos os mecanismos do medo (como descarga de adrenalina, aceleração cardíaca e tremor, suores internos, tremores, tonturas, sudoreses, dificuldade para dormir e uma terrível e persistente sensação de cansaço), mas antes disse ela terá desencadeado outros circuitos mais complexos responsáveis pelo planejamento, organização e raciocínio. A ansiedade é basicamente isso: um medo de algo que ainda não é real, que ainda não aconteceu (e provavelmente nunca ocorrerá). Só que uma ameaça não dispara apenas o medo (ou a ansiedade). Ela engatilha outras emoções ao mesmo tempo, como a tristeza, o desânimo, a repulsa, a felicidade e a excitação.

Segundo Maurício a ansiedade é boa (ufaaa…)! Sem a ansiedade não teríamos chegado até aqui. A habilidade de sentir medo daquilo que ainda não aconteceu nos tornou mais prevenidos. E isso foi essencial para que nossos ancestrais sobrevivessem por milhões de anos aos perigos da savana africana. Quando, porém, a ansiedade vem sem causa aparente ou em intensidade exagerada torna-se prejudicial. Aí é hora de buscar socorro médico. Mas por que temos ansiedade em excesso? Provavelmente, esse sentimento é uma manifestação de conflitos não resolvidos. Ou porque conhecemos o problema e não temos segurança ou clareza para resolvê-lo ou ainda porque trazemos, inconscientemente, problemas não resolvidos de infância em relação a emoções como hostilidade, insegurança, etc.

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Podemos combater a ansiedade afastando a pessoa da situação de conflito e oferecendo – por meio de psicoterapia – munição para lidar com seus conflitos.

Eu acrescento a todo auxílio profissional uma boa dose de Fé e autoconfiança. Não estou dizendo que todos precisam ter uma religião para enfrentar a ansiedade do dia-a-dia (na verdade religião e fé são muito diferentes). Apenas o fato de sentir Fé nos ajuda. Independente de que maneira você encontrar para ter intimidade com Deus, tenha Fé! A vida, certamente, ficará mais suave e bem menos ansiosa.

Luciana é publicitária, designer, blogueira, artista plástica, artesã, escritora, mãe da Laura, imortal da Academia Cachoeirense de Letras – ACL, mulher do Leonardo e que também é ansiosa de vez em quando, mas na Fé encontra conforto.

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