Paixão e negócios

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Atualmente tenho recebido inúmeros pedidos de consultorias para regeneração de corporações e restruturação de negócios. Acontece que há tempos vivíamos períodos de grandes demandas e oferta escassa, onde tudo que se fazia se vendia e tudo que se oferecia ainda era novidade.
Com a abertura de mercado e a entrada de novas forma de comércio, o que era escasso se tornou excessivo e o consumo passou a precisar, cada vez mais, a apresentar justificativas baseadas no desejo, na sustentabilidade e, principalmente, no amor e na paixão.
Em um cenário recessivo onde o dinheiro está cada vez mais escasso e as pessoas consomem cada vez mais por necessidade, grandes marcas começaram a se reder às tentações mercadológicas, brigando ainda mais por preço e esquecendo suas filosofias e identidade.

Nesse contexto controverso, eis a questão: Como sobreviver em um cenário cada vez mais competitivo?

A resposta está exatamente no título desta coluna, “ame as pessoas e seja apaixonado pelo seu negócio”. Nenhuma empresa que coloca o dinheiro em primeiro lugar irá sobreviver, até por que o dinheiro é o resultado e não a consequência. Todo negócio deve ter como filosofia principal o objetivo em servir, resolver o problema dos clientes, que na maioria das vezes se manifesta como uma necessidade tangível ou intangível (produto ou serviço). E no final de toda essa dinâmica, ainda conseguir ter prazer e orgulho em trabalhar.
Sejam bem vindos à nova era corporativa. É tempo de transformações, reposicionamentos e reinvenções. Até por que o prazer de toda viagem não é a chegada, mas o curso que se percorre. Para aqueles que ainda sonham em ser milionários constituindo um empreendimento, prefiro ser realista e não promover nenhuma alienação. No mundo dos negócios do futuro, o maior patrimônio de uma empresa será a quantidade de clientes que ela conseguir fidelizar por meio de experiências e do desejo que você for capaz de fomentar através da sua marca.

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