Afinal, a greve dos caminhoneiros acabou ou não?

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Foto: reprodução/redes sociais
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Afinal, a greve dos caminhoneiros acabou ou não? Encontrar essa resposta não é tarefa fácil, já que não há um líder, uma pessoa para quem ligar e perguntar. Mas entender o que se passou nas horas anteriores e durante a paralisação pode dar uma ideia do que está acontecendo.

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A semente da paralisação foi plantada no 7 de Setembro, durante as manifestações a favor do governo e em resposta ao discurso do presidente Jair Bolsonaro em relação ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Se o dia 7 foi movimentado, o dia 8 de setembro amanheceu parado. No Sul do Espírito Santo, a BR-101, no trevo de Safra, entre Cachoeiro e Itapemirim, ganhou os noticiários. No auge da crise, foram 16 pontos de bloqueio somente em rodovias federais que cortam as terras capixabas. O consenso não foi fácil. De um lado, caminhoneiros que queriam parar. De outro, alguns que pretendiam seguir viagem.

Durante o dia, incertezas: corrida aos postos de combustíveis, supermercados informando que produtos perecíveis poderiam faltar. À noite, a surpresa. Um áudio gravado por Jair Bolsonaro começou a circular entre os caminhoneiros. O pedido era para que as paralisações terminassem, já que poderiam prejudicar a economia e o próprio governo.

O áudio, que não constava nos meios oficiais de informação do governo, precisou ser confirmado pelo ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas. Só assim foi aceito como verídico pela categoria.

No meio desse imbróglio, uma figura se destacou: o caminhoneiro chamado Zé Trovão, considerado um dos que inflamaram o movimento, incitava os caminhoneiros a permanecerem com os bloqueios nas rodovias. Ele chegou, inclusive, a duvidar que o áudio enviado por Bolsonaro era realmente do presidente. Na manhã desta quinta-feira, Zé Trovão gravou outro vídeo pedindo para que os caminhoneiros permanecessem em greve. “Não afrouxa não. Segura isso aí”, disse.

Por outro lado, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou, no início da manhã, que a totalidade dos bloqueios no Espírito Santo foram debelados. E não há pontos de concentração de caminhoneiros, informaram durante a tarde.

Mas a quinta-feira ainda não acabou. Bolsonaro prometeu se reunir com os caminhoneiros para tomar uma decisão. Ele não falou, no entanto, qual assunto será discutido no encontro. Agora, é esperar pelo desenrolar dessa trama com tantos personagens.

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