A TAL DA OPINIÃO FORMADA

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Como se politica fosse uma ciência exata, continuamos a nos desgastar por uma defesa obcecada de fatos e intenções aparentemente revestida de valores!

A fineza que deveria permear uma sociedade evoluída, infelizmente não é uma busca, nem mesmo um objetivo de nossa geração. Hoje, com a amplitude das redes sociais, traça-se antecipadamente mapas mentais exteriorizados em julgamentos, que sinceramente, nem sempre temos condições para tanto.

Opinar tem sido lei. Argumentar tem sido insignificante. Alterar a forma de pensar é inimáginavel!

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Qualquer professor de construção dissertativa ou de lógica, ensina nas escolas que uma opinião deve ter:  1) Raízes; 2) Guardar coerência; e acima de tudo… 3) Levar em consideração que não existe uma verdade absoluta. Pronto! O argumento será lógico e passível de alteração, caso seja necessário.

É deprimente o modo como estamos enfrentando o rumo político do Brasil. Há muito, discutimos por simples paixão, por extremismo, ou puramente para sustentar um posicionamento já pronunciado.

Tal comportamento está abatendo nossas relações familiares, profissionais e sociais. A dificuldade em aceitar uma opinião contrária, impossibilita uma argumentação, uma construção de raciocínio e finaliza em divergências que quase sempre desencandeia em hostilidades.

Partidos políticos e os próprios governantes não são sinonimos de times de futebol e jogadores respectivamente, estes últimos sim, sujeitos a torcida e espetáculo.

Sempre fomos instados a agir de tal maneira, nossos representantes políticos (principalmente os populares), introduziram estes hábitos em nossa comunidade. A contenda por eles deve ser ferrenha, a harmonia entre nós é banal.

Já foi demonstrado em demasia que opinião todo mundo é capaz de ter. Será que conseguiremos suplantar essa fase e validar o argumento alheio, quando digno para tanto?

Creditamos com orgulho que o mundo é uma constante de evolução, com alterações significativas, cada vez mais em tempo recorde. No entanto, não somos capazes de ao menos considerar um argumento alheio, moderar, fazer uma circunspecção se o que defendemos há cinco anos atrás ainda é válido pra conjuntura moderna.

Já dizia o poeta: “… Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo…”.

A capacidade de tolerar e argumentar será a salvaguarda de nós mesmos!

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