A reforma agrária hoje

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O Brasil, país de dimensões continentais, nunca fez uma reforma agrária. A única reforma agrária que a classe dominante brasileira tem para exibir é ter amontoado seu povo em favelas e moradores de rua. Em todo o mundo países pequenos fizeram reforma agrária: Portugal, França, Itália, etc.

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O conceito de reforma agrária mudou. A seguir o camarada João Pedro falando sobre a reforma agrária que o Brasil de hoje necessita:

“A reforma agrária de agora é de outro tipo. É uma reforma agrária que nós chamamos popular, porque ela interessa a todo o povo. Não é mais uma reforma agrária camponesa. Não é mais uma reforma agrária de sem terras. Os sem terras queriam reforma agrária para quê? Para ter terra. Mas ter terra não resolve o problema. Agora precisamos de uma reforma agrária mais ampla, que interesse a todo o povo. E por que é difícil ela sair? Porque a nossa forma de luta, de ocupar terras, de fazer marchas, era apropriada para enfrentar e derrotar o latifúndio. Era suficiente como tática de luta para conquistar a terra. Agora não”.

“Agora tu enfrentas uma Bunge, uma Monsanto, a Aracruz. Quando nós fizemos aquela ação das mulheres, há cinco anos, contra a Aracruz, veja o “massacre” que nós sofremos na mídia. Porque a população na cidade ainda não tinha consciência de que o eucalipto é um prejuízo também para a cidade. Nós pagamos sozinhos aquela conta. E nós seguramos no peito. A nossa sorte é que Deus existe e que o próprio capitalismo levou a Aracruz à falência. Aquele viveiro no qual destruímos as mudas, hoje está fechado. Foi fechado pela própria contradição do capital”.

“A reforma agrária popular vai ser mais demorada, mais difícil, porque nós vamos ter que conscientizar a população da cidade para que ela também se mobilize. É claro que a população da cidade não precisa ir a uma ocupação de terra, mas ela pode ir para a frente de um supermercado e dizer: “eu quero comida sadia, eu quero que coloquem no rótulo do arroz se ele tem ou não veneno”, para que a dona de casa que vai comprar arroz saiba — “este arroz tem glifosato, herbicida” — e possa decidir se quer comer o arroz com veneno, ou o arroz das cooperativas da reforma agrária, que não tem veneno. A população da cidade vai ter que se mobilizar em seu próprio interesse. E os caminhos podem ser esses, pelas contradições do agronegócio, dos alimentos, das mudanças climáticas, do meio ambiente, do emprego”.

A Coca-Cola e a Nestlé já se apoderaram de nossas fontes de água mineral. Espero que o povo esteja atento.

Fernando Carvalho é autor do livro ‘Açúcar Mata’ e ‘O Mito da higiene bucal: Açúcar na comida, flúor na água e cárie nos dentes’. Ambos disponíveis na Amazon Books.

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