A GRANDE MÍDIA ESTÁ DESESPERADA!

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Os veículos de comunicações tradicionais encontram-se perdidos, seja pela relativa independência da Internet e sua eficaz instantaneidade, seja pela parcialidade escancarada de telejornais de renome, a desconfiança e descrédito são a máxima da comunicação clássica no momento.

Quase sempre atrasada em notícias, já não há mais os corriqueiros “furos de reportagens televisivos”, ao menos com a habitualidade de outrora.

Já perceberam que o Plantão da Rede Globo está em desuso?

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Pois é… O desespero é tanto, que para obter notícias em primeira mão, um jornalista esportivo da emissora, em negociatas, rompeu com sua conhecida conduta irreprensível, para conceder informações privilegiadas à banca de advogados da suposta vítima de Neymar Jr., em troca de notícias exclusivas. Resultado? Afastado de suas funções, com risco de não mais retornar na sobredita emissora.

É a comunicação mudou… Mas, o canal da esfera platinada acordou tardiamente, e esse deslize temporal está lhe custando o risco de toda uma operação. A plataforma GLOBO PLAY por exemplo, engatinha vagarosamente, enquanto a NETFLIX já é uma realidade dificilmente passível de superação.

Nota-se que veículos de comunicações hodiernos, perderam a isenção da notícia séria, sem o condão persuasivo das massas, em razão do patrocínio excuso da política, de políticos…

A Política, sempre ela! Fomentadora do acabrunhamento nacional, também é a responsável pela corrida midiática dos escândalos já rotineiros em nosso dia a dia.

Ora, senão vejamos, no último domingo no apagar das luzes, o Fantástico fora obrigado a ler uma nota, por meio de seus apresentadores, explicando o suposto vazamento das conversas entre o Ex-Juiz Federal Sérgio Moro e o Chefe do Ministério Público na operação Lava Jato, Deltan Dallagnol. Desprevenido, o programa dominical, não conseguiu acompanhar a repentina notícia, já amplamente anunciada na rede mundial de computadores! Alguém tem alguma dúvida que para o próximo domingo a “Revista Eletrônica da Globo” dedicará boa parte de sua grade com as costumeiras conclusões persuasivas? Vinte e cinco minutos de intença pesquisa (inclusive, com afetação ao atual governo) é o meu palpite!

Nessa sanha sagaz pela corrida da notícia, a TV já não é mais eficiente. Os jornais de circulação períodica possuem alguma celeridade, quando dedicados à aplicativos e páginas digitais. Enquanto isso, as fake news se valem da criatividade de qualquer indivíduo de frente a uma tela de celular.

No fim das contas, cabe ao telespectador/leitor, filtrar a parcialidade televisiva e a maledicente notícia digital. Como em uma feira de rua: pesquisar condições melhores e confirmar o produto a ser consumido é só mais uma constatação que a notícia hoje, não é para amadores!

AUTOR: DR. IGOR FONSECA – Advogado

Coordenador da Comissão de Direito do Consumidor da OAB Cachoeiro de Itapemirim.

Pós-Graduado em Direito e Processo do Trabalho.

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