2020: Um ano para ficar na história

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Um ano para ser lembrado. Assim a gente pode classificar o ano de 2020. Um ano que começou com uma economia até crescente, pessoas com muitas perspectivas e de repente um surto, uma doença, uma epidemia e uma pandemia. Quem iria imaginar que 2020 seria o ano das milhares de mortes pelo mundo, do medo, do isolamento, da incerteza.

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Março de 2020. Um povo alegre do recém-saído carnaval, pronto para um encarar mais um ano de desafios. De repente uma notícia começa a pipocar nos jornais, a de que um vírus, altamente contagioso, teria surgido na cidade Wuhan, na China, a partir do que dizem ter sido o consumo de carne de morcego – algo incerto ainda. Mas era na China, o outro lado do mundo, em uma cidade pequena, não havia muito com o que os brasileiros se preocuparem. Ou havia?

Parece que sim. O tempo passou, o vírus se espalhou cada vez mais, assistimos o desespero da Europa, a Itália em pânico, Espanha, França, Estados Unidos e Brasil. Sim, o temido coronavírus chegou ao nosso país. Em pouco tempo, vimos lojas fecharem, cidades em lockdown, a briga pela compra do álcool em gel nas lojas e um povo com medo, um medo do incerto que assustava muito.

Máscara se tornou um item obrigatório, assim como a roupa, igrejas fecharam investiram na transmissão ao vivo, e lives de cantores famosos se tornaram o grande entretenimento do povo, que estava preso em sua própria casa. E, aos poucos fomos vendo hospitais de campanha, médicos incansáveis, enfermeiros exaustos, home office intenso entre os escritórios, o que fez a transmissão do vírus amenizar. Mesmo com a confusão que virou o Ministério da Saúde, a saída do ministro Mandetta, tão confiado pelo povo brasileiro, mesmo com tudo isso, o povo entendia que o cuidado era necessário.

Mas aí, quando o mercado retomava, quando aos poucos os empregos chegavam, uma nova onda. Novos casos, novas mortes, hospitais cheios. Mas dessa vez um povo nem tanto assustado, mesmo sabendo do perigo que corremos, o povo ignorou em sua maioria o perigo do vírus, saiu às compras, a praia, às festas lotadas. E, mesmo com a promessa de uma vacina que vai chegar, o medo ainda é presente, o incerto ainda bate à nossa porta.

O ano de 2020 foi diferente, foi intenso, foi doloroso para mais de 190 mil famílias brasileiras que perderam um ente querido. Doeu, sangrou no rosto dos profissionais de saúde que se equiparam e fizeram de tudo para salvar vidas. Desafiou políticos que não esperavam uma gestão desse tipo. Desesperou uma população que se viu desempregada e na dependência do auxílio emergencial do governo, que diminuiu e acabou.

O que será de 2021? O ano de 2020 nos deixou uma dor, mas uma lição. A de que devemos viver o hoje, porque não sabemos o que virá no próximo ano, próximo mês, no próximo dia. O ano de 2020 nos ensinou que é preciso se reinventar a todo o momento profissionalmente. Um ano que também nos ensinou a importância da empatia, agora depende de uma atitude responsável para que todos não adoeçam. Nos ensinou que a vida é cheia de desafios inesperados, e cabe a nós estarmos preparados a todos eles, e a o nossos governantes também.

Que 2021 traga a vacina, traga a cura, e deixe a lição de que um povo unido pode vencer tudo.

Feliz ano novo!

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