2020 já começou em Marataízes

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Com eleições a cada dois anos, é comum o uso do processo eleitoral como instrumento de fortalecimento de grupos ou de nomes para o futuro. Nem sempre quem disputa um pleito, deseja eleger-se imediatamente. Pode se tratar apenas de um ensaio para o próximo. E em Marataízes, outubro deste ano tem sabor de 2020.

Três nomes tentam a Assembleia Legislativa de olho na cadeira de prefeito. Não que vencer não seria a glória. Afinal, ser deputado estadual dá status, um mega salário e, ainda, mais força para a disputa municipal. Mas o que impulsiona mesmo Marcos Vivácqua (PTB), Toninho Bitencourt (PSD) e Jander Vidal (DEM) é o sonho de substituir o prefeito Tininho Batista (PDT).

Além dos três nomes, e provavelmente o do próprio mandatário, caso ele tenha condições políticas e jurídicas de disputar, há ainda o interesse da deputada federal Norma Ayub (DEM) na cadeira. Ela disputa a reeleição, mas todos seus movimentos e do seu marido Theodorico Ferraço (DEM) sinalizam como alvo a prefeitura de Marataízes. Então, sair forte agora facilita depois.

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Sem espaço político em Itapemirim, já que seu grupo foi derrotado duas vezes seguidas pelo Dr. Luciano (PROS), Norma e Ferraço sonham fincar bandeira no município vizinho como último domicílio eleitoral e como porto de partida da vida pública. Marataízes seria a terra do adeus, refúgio derradeiro de uma carreira pública bem sucedida.

Quanto aos outros nomes, dois têm desejos parecidos. Tanto Jander quanto Toninho são ex-prefeitos insatisfeitos com o destino proporcionado pela administração pública. Para ambos, a cadeira da prefeitura ainda é uma questão de honra. Por isso, o primeiro passo é ser bem votado agora para alcançá-la.

Após ser reeleito em 2012, Jander teve um segundo mandato terrível. Afastado pela Justiça, passou 27 meses fora do poder. Voltou no final do exercício apenas para fechar as contas. Saiu com vários processos e sem despedida honrosa. Já Toninho, após um bom governo, achou que seria reeleito facilmente em 2008. Não foi. E isso lhe amarga ainda. Em 2016 também faltou pouco. Agora, acreditam que este pleito seja o portal capaz de levá-los ao reencontro com o passado para reescrever suas histórias.

Outro que está com o cheiro da cadeira de prefeito impregnado é Marcão Vivácqua, muito bem votado em 2016 com 6.250 votos, esteve nas cabeças e faltou pouco para ser prefeito. Ser bem avaliado agora ou lhe leva para a Assembleia Legislativa ou lhe coloca como um dos favoritos para 2020.

O atual prefeito Tininho assiste a tudo, necessitando urgentemente dar gás ao seu governo para chegar em condições de reeleição. Vê o tempo passar e os adversários se fortalecerem. Sem um nome seu, com seu DNA político, e capaz de ser bem votado nestas eleições, fica sem sinalizar para o mercado político que está forte. Há ainda um rumor de que não poderá disputar a reeleição, por já ter ocupado um mandato tampão por 27 meses. Verdade ou não, vai ver a carruagem passar agora, mas sabendo que tempos muito difíceis virão.

Qualquer que seja o desfecho das urnas, 2020 começa logo a seguir. E por estes nomes, diretamente ou através de apoio, passa o futuro político de Marataízes. E se o amanhã não surpreender com elementos novos – no que não creio – está selado o destino.

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“Será que eu serei o dono dessa festa / Um rei, no meio de uma gente tão modesta” – É Hoje (Didi / Mestrinho)     

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