Política Nacional

PDT suspende vereador do Paraná que votou aumento de salário na praia

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Antônio Brandão (PDT), um dos vereadores de Jataizinho (PR) que participou de uma sessão extraordinária e votou pelo aumento do próprio salário direto de uma praia, foi suspenso pelo partido e pode ser expulso da legenda. O parlamentar é alvo de uma investigação do Ministério Público do Paraná (MP-PR) e de um processo disciplinar instaurado pelo PDT do Paraná.

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A sigla informou, por meio de nota, que aplicou uma suspensão imediata contra Brandão nesta quarta-feira, 25, além de ter pedido a expulsão do vereador do partido. “Suspensão é uma das penalidades previstas no Estatuto e de ação imediata. Enquanto isso, o partido encaminhará o processo pela Comissão de Ética Estadual”, afirmou a legenda.

O PDT também afirmou que apoia a ação aberta pelo Ministério Público para apurar a conduta de Antônio Brandão e seu colega da Câmara Municipal de Jataizinho, no norte do Paraná, Bruno Barbosa (Cidadania).

A reportagem questionou o partido sobre quanto tempo deve levar para o processo disciplinar instaurado ser concluído, mas não obteve retorno até a publicação deste texto. A reportagem também entrou em contato com o vereador suspenso, que informou não ter sido notificado oficialmente sobre o afastamento ainda.

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A medida aplicada contra o parlamentar ocorre nove dias depois de ele e Bruno Barbosa participarem de uma sessão extraordinária da Câmara Municipal de Jataizinho, interior do Estado, direto de uma praia de Balneário Camboriú (SC), a cerca de 630 km da cidade onde exercem seus mandatos. A sessão terminou com a aprovação do reajuste de seus salários em 5,93%.

Além disso, a punição ocorre dois dias após um áudio atribuído a Brandão ter sido vazado na internet no qual são proferidos xingamentos contra cidadãos de Jataizinho. No áudio, o vereador diz não ter feito “nada de errado, ilícito e imoral” ao supostamente se referir à sua participação da reunião deliberativa que o envolveu em polêmica na última semana.

“Eu tô de boa! Não fiz nada de errado, nada de ilícito, nada de imoral. Quero que se f*da. Eu quero que povo vá tomar no c* também. Que quando eu levanto cedo, na porta da minha casa tem dez, doze pedindo as coisas lá, quem ajuda sou eu. Assistente social não ajuda, o CRAS (Centro de Referência da Assistência Social) não ajuda, prefeitura não ajuda. Quem dá remédio sou eu. Eu quero que se fod*. E a partir de segunda-feira eu não ajudo mais ninguém. Vai todo mundo tomar no c*”, diz Brandão no áudio vazado.

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O parlamentar confirmou a autoria do áudio, contudo, diz se tratar de um conteúdo “antigo”. Brandão também afirmou, na segunda-feira, 23, que não deve mais dar declarações sobre o ocorrido. “É um áudio antigo, de outra coisa, que jogaram na mídia. Não tenho nada a declarar mais sobre isso. Prefiro ficar calado. É um áudio antigo, de outra conversa e outra situação”, disse ele à Rádio Banda B, de Curitiba (PR), durante ligação.

Guilherme Lara da Rosa, especial para o Estadão
Estadao Conteudo
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