Segurança

Homem que estuprou e matou sobrinha em Cachoeiro é condenado

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Thayná Eleutério Feuchard
Foto: arquivo pessoal / montagem Aqui Notícias
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Rubinei Onhas de Almeida, 29 anos, foi condenado a 29 anos e 7 meses de prisão por estuprar e matar Thainá Eleutério Feuchard, à época do crime com 20 anos, sobrinha da companheira dele. O corpo da jovem foi encontrado nu, às margens do Rio Itapemirim, no distrito Monte Líbano, no dia 11 de junho de 2020, em Cachoeiro de Itapemirim.

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O julgamento ocorreu nesta quinta-feira (29), no Fórum Desembargador Horta de Araújo, em Cachoeiro. Ele foi condenado por estupro, homicídio com três qualificadoras e ocultação de cadáver. Já que a menina ficou três dias desaparecida. O crime, segundo as investigações, ocorreu no dia 9.

Em sua defesa, Rubinei afirmou que vivia um romance, às escondidas, com a garota há três meses, e que no dia do crime se encontrou com Thainá, manteve relações sexuais de forma consensual e depois a deixou em casa. No entanto, a família da jovem desmentiu essa versão de que os dois eram amantes. 

Rubinei negou o crime e disse, ainda, que Thainá pode ter sido assassinada por algum traficante, isso porque, segundo ele, a menina era usuária de drogas e devia a criminosos. Outra versão descartada pela família da vítima.

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No carro dele, a perícia descobriu que havia material biológico compatível com sangue e cabelo feminino. Nas unhas de Thainá, os peritos encontraram pele humana. Isso significa que a menina tentou se defender de Rubinei, que ao ser preso, apresentava marcas de arranhões no corpo.

Os laudos periciais apontaram que Thainá foi morta por asfixia, causada por estrangulamento.

Segundo a mãe de Thainá, Eliane Eleutério, Rubinei morava próximo de suas casa e trabalhava com transporte alternativo, de forma clandestina. Elas tinham contato, apenas, quando precisavam de transporte e contratavam o serviço dele. Rubinei era casado com a irmã do pai de Thainá, portanto, era tio de consideração da menina.

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Segundo a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Rubinei sumiu de casa desde que o corpo da menina foi encontrado, portanto, levantou suspeitas.

O crime 

No dia do crime, Thainá combinou de ir à uma festa, onde encontraria com uma amiga, no bairro Gilson Carone. Ela saiu de casa, no bairro Village da Luz, por volta das 22h. Mas, não apareceu na festa e, também, não retornou para casa. Eliane acredita que Rubinei tenha oferecido carona para a filha e, no caminho, praticado o crime. 

Thainá planejava iniciar um curso de enfermagem e, posteriormente, trabalhar na área que desejava seguir carreira. À época do crime, a filha dela tinha apenas três anos.

“Ele merece apodrecer na cadeia, ainda é pouco para o que ele fez. Meu pedido é que as autoridades mantenham ele preso para que ele pague pelo crime que cometeu. Ele destruiu minha família, ele me destruiu, nada do que ele faça vai trazer minha filha de volta… [choro]. Minha única filha menina, minha princesa. Ele é um ser humano nojento. Quero que ele pague pelo que ele fez”, finalizou.

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