Segurança

Brasileiro que reside na Bélgica foi o mandante de incêndio em cartório de Itapemirim

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cartório de Itapemirim
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Um empresário da construção civil que reside ilegalmente na Bélgica foi o mandante do incêndio criminoso que destruiu o Cartório de Registro Civil e Tabelionato de Itapemirim no dia 4 de maio deste ano. De acordo com a Delegacia Regional de Itapemirim, o construtor tentava se naturalizar europeu por hereditariedade após deixar o Estado de Goiás para morar na Bélgica e, para isso, falsificou documentos junto ao ex-tabelião do cartório de Itapemirim.

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Por pouco, o dono do imóvel, que à época residia nos fundos do local, não morreu no incêndio. Ele foi acordado por vizinhos, que o resgataram entre as chamas. No entanto, os pertences dele, como roupas, objetos pessoais e móveis, não foram salvos.

De acordo com o delegado Djalma Pereira, o mandante do crime é considerado foragido da Justiça. Isso porque contra ele há um mandado de prisão expedido pelo judiciário de Itapemirim. Dois homens suspeitos de incendiar tabelionato foram presos em Goiás. Eles foram contratados pelo empresário e, com a instrução de um “mapa” das áreas que deveriam ser incendiadas, supostamente, feito pelo ex-tabelião, atearam fogo nos arquivos centenários. Após a prisão, os incendiários foram recambiados para o Centro de Detenção Provisória de Cachoeiro de Itapemirim.

O ex-chefe do cartório foi preso no último dia 22 no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, onde aguardava voo para a Inglaterra. Na ocasião, policiais civis de Itapemirim com apoio da Polícia Federal fizeram a prisão.

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De acordo com a Polícia Civil, o empresário contratou um brasileiro domiciliado na Itália, que atuava como “despachante” de certidões ilegais que, por sua vez, contratou o ex-tabelião de Itapemirim para emitir uma certidão de casamento falsa em nome dos avós do construtor. No documento foram registrados nomes de bisavós italianos falsos, dando a ele o direito da cidadania italiana. Desta vez, o ex-funcionário usou dados de documentos de seus pais para confeccionar a certidão falsa utilizada na Itália pelo contratante.

A certidão com nome de bisavós italianos, portanto, falsos, foi enviada à comuna italiana, que suspeitou do crime de falsificação e enviou as provas para o consulado brasileiro para que fizesse a verificação junto ao Cartório de Registro Civil e Tabelionato de Itapemirim, onde, supostamente, o documento teria sido registrado.

Assim que foi informado pela subdivisão administrativa da Itália sobre a intercorrência no processo e que os documentos enviados por ele estavam em processo de verificação por meio do consulado,  o homem planejou o incêndio para sumir com as provas do crime. 

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Ainda de acordo com o delegado, a Polícia Civil trabalha em conjunto com a Polícia Federal e apura outras falsificações oriundas no tabelionato de Itapemirim. Embora o crime tenha sido desvendado, o caso continua em investigação.

Informações que ajudem no trabalho da polícia podem ser repassadas por meio do 181 e não é preciso se identificar.

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