Política Regional

Sessão tumultuada: vereadores de Muniz Freire denunciam presidente e pedem renúncia

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Isso porque foi apresentada a denúncia contra a presidente, vereadora Vilma Soares Louzada, na Justiça, onde uma comerciante a acusa
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No final da tarde e começo da noite desta segunda-feira (1), a Câmara de Muniz Freire viveu uma das mais tumultuadas sessões das últimas legislaturas. Isso porque foi apresentada a denúncia contra a presidente, vereadora Vilma Soares Louzada, na Justiça, onde uma comerciante a acusa de ter apresentado um atestado médico falso, para justificar a falta em uma sessão do Legislativo, o que configuraria em falsidade ideológica, estelionato e crime contra a administração pública (peculato). Diante do fato, a maioria dos vereadores fez acusações à vereadora e chegaram a pedir sua renúncia.

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A sessão começou com o vereador Caíque de Souza Carvalho apresentando a mesma denúncia em um telão para os populares presentes. Dizendo que não tem o objetivo de degradar a imagem de ninguém, “como alguns fazem aqui”, se referindo a ataques contra o prefeito Dito Silva, anunciou que será aberta uma CPI para apurar os fatos relatados contra a presidente. “Não vou passar pano para ninguém, seja amigo meu, seja prefeito, seja quem for, mas sim vamos esclarecer para a população”, disse, pedindo que dois vereadores assinassem junto com ele, o suficiente para a abertura da comissão. E mais adiante, durante a sessão, ele declarou que, se não fossem tomadas providências, não teria como sentar na cadeira de vereador, numa Câmara presidida por ela.

A vereadora Vilma Louzada tentou usar a tribuna para se defender, lendo a mesma nota que enviou ao portal Aqui Notícias, quando deu sua versão dos fatos sobre a denúncia contra ela. No entanto, foi interrompida várias vezes por vereadores que a chamaram de mentirosa, sem moral, cara de pau e criminosa, enquanto a plateia se manifestava com vaias e comentários em voz alta. Ao final, ela disse que faz questão de assinar junto com todos a abertura da CPI contra ela.

Pedido de renúncia

Se referindo ao fato da presidente ter aberto processo na Justiça para devolver o dinheiro referente à sessão que ela faltou e apresentou o referido atestado, o vereador Edmar Pereira Chaves disse que ela estava assumindo o erro e sugeriu que ela se afaste da presidência. “Se não fizer isso, vamos ter que fazer”, afirmou. “Espero que a Comissão de Ética aja com transparência e justiça”, completou, destacando que o caso apresentado é um fato concreto e que as provas estavam ali apresentadas.

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O secretário da Mesa Diretora, o vereador Sebastião Gildo Mares Pereira (PT) disse que, quando eleito, não pensava em passar por tal situação e que, em qualquer denúncia, sempre que ter provas concretas. Contudo, ao ver o atestado que foi apresentado pela vereadora Vilma Louzada constatou que o mesmo é falso. “Fui à cidade onde fica o médico, o procurei, mostrei o atestado e ele não reconheceu a letra e fiz isso, porque não queria acusar ninguém sem provas”, contou. “Então, estou com documentação nas mãos e a gravação do médico que disse que vai processar a presidente, mas acusar e condenar não cabe a mim, cabe à Justiça”, completou

Já o vereador Rodrigo Pope colocou que, se for mostrado que a presidente cometeu algum crime, vai assinar a abertura da CPI, mas propondo aos vereadores que compõem a base do prefeito que se tenha o memo peso quanto a denúncias feitas contra o Executivo Municipal. Ele leu o processo aberto pela vereadora e explicou que a Vilma Louzada depositou o dinheiro referente à sessão em que esteve ausente. “Ela fez o depósito em juízo e, caso seja confirmado que ela cometeu ilícito, o dinheiro é devolvido à Câmara e, caso não seja confirmado, ela o recebe de volta”, esclareceu.

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Diante da manifestação de muitos populares presentes à sessão, o vereador Rodrigo Pope afirmou que o prefeito havia convocado e oferecido transporte para pessoas virem à Câmara pressionar vereadores. Foi então que se iniciou uma grande discussão entre os vereadores e os protestos na plateia aumentaram. Com isso, a presidente Vilma Louzada encerrou a sessão.

Entenda sobre denúncia contra presidente

Uma comerciante de Muniz Freire, por meio de seu advogado, entrou com uma ação (Notícia-Crime) contra a presidente da Câmara Municipal, vereadora Vilma Soares Louzada, pedindo a prisão preventiva e afastamento cautelar da vereadora. Conforme a denúncia, a vereadora teria praticado crime de falsidade ideológica, estelionato e contra a administração pública (peculato) ao apresentar, no dia 20 de junho, um atestado médico que teria sido prescrito por um médico do Hospital Municipal de Laje de Muriaé (RJ) e que registra que a vereadora esteve em consulta médica no dia 20 de junho, entre as 16h30 e as 18h07.

A denúncia, no entanto, afirma que o atestado teria sido falsificado e coloca que o próprio profissional médico que teria assinado o atestado afirma que desconhece sua emissão e que a caligrafia não seria sua, assim como seu horário de trabalho vai até as 16 horas. Além disso, na data, ele não teria atendido no hospital.

Em sua defesa, Vilma Louzada, disse que autora da notícia-crime possui vínculos estreitos com o prefeito Dito Silva e seu grupo político, o que demonstraria uma intenção política de atingir sua imagem. Ela colocou que está adotando as medidas judiciais cabíveis contra o que chama de “mentira”, que faz questão de ser investigada e que ajuizou ação para promover o depósito judicial do valor correspondente ao pagamento da falta abonada pelo atestado até que consiga provar sua idoneidade.

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