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Homem constrói o próprio túmulo e coloca “em breve” na data da morte

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Casado e pai de três filhos, o comerciante dono de uma padaria, Cleyton Melo de Souza, de 36 anos, chamou a atenção ao construir o próprio jazigo. O fato inusitado é no distrito de Mendes, a 6 km de distância do Centro de Limoeiro, no Agreste de Pernambuco.

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Ele afirma que não tem medo e que está à espera da morte. Apesar de estar bem de saúde, Cleyton pensou na obra da própria tumba para ‘ser homenageado ainda em vida’. Ele gastou R$ 3,5 mil na construção do jazigo que começou em 2020.

O comerciante reconheceu que ficou abalado com mortes de pessoas próximas e passou a refletir sobre como seria a sua vez. O jazigo tem a foto de Cleyton, a data de nascimento (4 de janeiro de 1986) e, na data da morte, tem escrito “Em breve”.  “Pode ser daqui a cinco horas ou 50 anos”

“Mandei botar minha foto para que as pessoas façam homenagens enquanto eu estiver vivo, porque depois de morto eu não vou ver mais nada”, brinca.

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Quando contou à esposa que estava pensando em comprar um jazigo no Cemitério São José, houve pouco frisson. Tatiane Melo não deu muita importância. “Não tinha dito a ela que, além de comprar o túmulo, eu iria fazer o que fiz”, conta Cleyton.

A partir daí, o jazigo foi ganhando forma. Todo o serviço foi feito sem que a esposa ou um dos seus três filhos estivessem por perto. “Depois que já estava tudo pronto ele me contou da foto no túmulo e sobre o que estava escrito nele.

No Dia de Finados, muita gente conhecida que foi ao cemitério me telefonou, dizendo que algumas pessoas estavam acendendo vela na cova dele”, conta Tatiane.

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Nas duas fotos há também a mensagem “Seja humilde, faça o bem”. O comerciante diz que deixou esse recado em sua lápide para que as pessoas enxerguem a vida de uma maneira diferente. “Não devemos devolver maldade a quem fez algum mal com a gente.”

Além de já ter deixado o local pronto, o comerciante paga um plano funerário para a família. “É uma preocupação a menos para todo mundo. Ninguém vai precisar comprar caixão, flores, nem pensar em velório. Tudo será resolvido pelo plano”, diz o dono da padaria.

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