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Israel ataca Faixa de Gaza pelo 2ª dia seguido e alerta sobre novos bombardeios

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Ataques aéreos israelenses atingiram várias casas na Faixa de Gaza neste sábado, 6, e disparos de foguetes no sul de Israel continuaram pelo segundo dia consecutivo, aumentando o temor de uma escalada em um conflito que já matou pelo menos 15 pessoas. O governo de Israel alertou que os bombardeios ainda podem durar uma semana.

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Os combates começaram com a morte de um comandante sênior do grupo militante Jihad Islâmica Palestina em uma onda de ataques na sexta-feira, 5, que Israel disse ter como objetivo evitar um ataque iminente. Uma menina de 5 anos e duas mulheres estão entre os mortos nos ataques.

“O exército se prepara atualmente para uma operação de uma semana”, afirmou um porta-voz militar israelense. “Atualmente não há negociações para um cessar-fogo”, acrescentou.

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Os ataques mataram na sexta-feira Tayseer al Jabari ‘Abu Mahmud’, um dos principais líderes da organização que está na lista de grupos terroristas dos Estados Unidos e da União Europeia.

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Em represália, o braço armado da Jihad Islâmica lançou mais de 100 foguetes contra Israel e afirmou que era uma “resposta inicial”.

Até agora, o Hamas, o maior grupo militante que governa Gaza, parecia ficar à margem do conflito, mantendo sua intensidade um tanto contida.

Israel e Hamas travaram uma guerra há apenas um ano, um dos quatro grandes conflitos e várias batalhas menores nos últimos 15 anos que causaram enormes custos para os 2 milhões de moradores palestinos do território.

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Novos ataques

O sábado foi marcado por novos bombardeios e disparos de foguetes, que até o momento não deixaram vítimas do lado israelense.

As autoridades de Gaza anunciaram um balanço de 15 mortos nos bombardeios, incluindo ‘Abu Mahmud’ e uma menina de cinco anos, e mais de 120 feridos.

Durante a noite, as forças israelenses prenderam 19 membros da Jihad Islâmica na Cisjordânia, um território ocupado por Israel desde 1967.

Na tarde deste sábado (horário local, manhã do Brasil), aviões de guerra israelenses intensificaram os ataques, acertando quatro prédios residenciais na Cidade de Gaza, todos locais aparentemente ligados a militantes da Jihad Islâmica.

A destruição foi a mais pesada até agora na troca atual dentro da cidade densamente povoada, mas não houve relatos de vítimas. Em cada caso, os militares israelenses alertaram os moradores antes dos ataques.

Outro ataque no sábado atingiu um carro, matando uma mulher de 75 anos e ferindo outras seis pessoas. Em um dos ataques, após os avisos, caças lançaram duas bombas na casa de um membro da Jihad Islâmica.

A explosão derrubou a estrutura de dois andares, deixando uma grande cratera cheia de escombros e danos graves nas casas vizinhas.

Mulheres e crianças correram para fora da área. “Eles nos avisaram com foguetes e fugimos sem levar nada”, disse Huda Shamalakh, que morava na casa ao lado. Ela disse que 15 pessoas viviam na casa alvo.

A usina de energia isolada em Gaza parou ao meio-dia de sábado por falta de combustível, já que Israel mantém seus pontos de passagem para Gaza fechados desde terça-feira.

Com a nova interrupção, os habitantes de Gaza podem obter apenas 4 horas de eletricidade por dia, aumentando sua dependência de geradores privados e aprofundando a crise de energia crônica do território em meio ao pico de calor do verão.

Ao longo do dia, militantes de Gaza lançaram regularmente foguetes contra o sul de Israel, mas não houve relatos de vítimas. A maioria dos bombardeios foi interceptada pelo sistema de defesa antimísseis Iron Dome de Israel, atingida em áreas vazias ou caiu em Gaza. Estilhaços de foguete danificaram o telhado de uma casa na cidade de Sderot, mas a família estava em um abrigo.

Na noite de sexta-feira, o primeiro-ministro israelense Yair Lapid disse em um discurso televisionado que “Israel não está interessado em um conflito mais amplo em Gaza, mas também não se esquivará de um”. “Este governo tem uma política de tolerância zero para qualquer tentativa de ataque – de qualquer tipo – de Gaza em direção ao território israelense”, disse ele. “Israel não ficará de braços cruzados quando houver aqueles que estão tentando prejudicar seus civis.”

Temor de escalada

A ofensiva israelense acontece após a detenção na segunda-feira de dois líderes da Jihad Islâmica, incluindo Basem Saadi, acusado por Israel de planejar atentados recentes. Por temer represálias, Israel fechou as passagens para mercadorias e pessoas com o território palestino na terça-feira.

A ofensiva gerou temores de uma escalada. Mas Jamal al Fadi, professor de Ciências Políticas na Universidade Al Azhar de Gaza, acredita que a violência terminará “em alguns dias”. “A Jihad Islâmica está reagindo de forma limitada e com isto impede que a ocupação israelense intensifique os ataques aéreos”, declarou.

Na manhã de sábado, Gaza parecia uma cidade fantasma, com ruas vazias e lojas fechadas.

Este é o confronto mais grave entre Israel e as organizações armadas em Gaza desde a guerra de 11 dias de maio de 2021, que deixou 260 mortos no lado palestino, incluindo combatentes, e 14 mortos em Israel, incluindo um soldado.

O Egito, mediador histórico entre o Estado judeu e os grupos armados em Gaza, informou que poderia receber uma delegação da Jihad Islâmica. Mas o grupo armado palestino descartou a possibilidade de cessar-fogo. A organização acusa Israel de ter “iniciado uma guerra”.

A Jihad Islâmica, apoiada pelo Irã, é menor que o Hamas, mas compartilha amplamente sua ideologia. Ambos os grupos se opõem à existência de Israel e realizaram dezenas de ataques mortais ao longo dos anos, incluindo o lançamento de foguetes contra Israel. (COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS)

Redação O Estado de S. Paulo
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