Política Nacional

ACM Neto diz que vai se manter longe da disputa nacional e falar 'com todo mundo'

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O candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (UB), que realizou convenção nesta sexta-feira, 5, reafirmou a estratégia de manter-se distante da polarização nacional ao dizer que “fala com todo mundo” e que é o “tipo de cara que: passou a eleição, passou a eleição”.

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“Minha experiência de 10 anos no Congresso me deu bagagem suficiente para ter condições de lidar com todos os tipos de pensamento das mais diferentes correntes ideológicas. Para mim não tem isso. Engraçado que a gente vê especulações na imprensa: Neto está falando com a direção nacional de tal partido, de um lado. Depois, está falando com outro. Eu falo com todo mundo” disse o candidato em coletiva pouco antes de iniciar a convenção.

Nas últimas semana tem circulado a informação de que o PT estaria conversando a União Brasil com vistas ao apoio de Lula no primeiro turno das eleições. A conversa teria esbarradão na disputa da Bahia onde PT e as correntes ligadas a ACM Neto são adversários históricos.

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As direções nacionais dos partidos negam as conversas. O candidato, contudo, não se aprofundou no assunto.

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“A gente vê outros candidatos falarem mais de seus próprios partidos do que de si próprios. Só que a questão é a seguinte: dia 1.º de janeiro quem é que vai ter que responder pela Segurança Pública, Saúde (…)? É na porta do presidente? Eu não estou dizendo que vai ser o presidente A, B ou C. É na porta do governador”.

O principal adversário de ACM Neto na disputa é Jerônimo Rodrigues, candidato do PT, cujo cabo eleitoral é Lula. A aposta do PT baiano é a de que Lula consiga transferir votos a Jerônimo para provocar um segundo com Neto. O ex-ministro João Roma (PL) da palanque a Jair Bolsonaro, mas até agora nada indução que irá ampliar.

A chapa de ACM Neto tem como vice a empresária Ana Coelho (Republicanos) e Caça Leão (PP). A coligação contempla 13 partidos (UB, PP, Republicanos, PSDB, PDT, PSC, Solidariedade, Cidadania, Podemos, PRTB, PTB, DC e PMN).

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Regina Bochicchio, especial para o Estadão
Estadao Conteudo
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