Segurança

Homem é preso por vender falsos pacotes de viagem; cachoeirenses estão entre as vítimas

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Um homem de 31 anos foi preso, nesta semana, suspeito de aplicar golpes, por meio da venda de pacotes de viagem falsos. A prisão foi realizada - Delegacia de Marataízes
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Um homem de 31 anos foi preso, nesta semana, suspeito de aplicar golpes, por meio da venda de pacotes de viagem falsos. A prisão foi realizada pela equipe da Delegacia de Polícia (DP), no bairro Acapulco, em Marataízes.

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Os pacotes eram ofertados com valores abaixo do mercado. Os clientes só descobriam no dia do embarque que não fariam a viagem. E, após meses de espera, não conseguiam viajar ou reaver o dinheiro pago.

A prisão foi realizada durante uma operação para o cumprimento de um mandado de prisão preventiva e, as investigações apontam que mais de 40 pessoas foram vítimas, nos estados do Espírito Santo e do Rio de Janeiro. O titular da Delegacia de Polícia de Marataízes, delegado Renato Barcellos, informou que estão em trâmite na unidade policial, diversos procedimentos investigativos em relação aos golpes praticados pelo suspeito.

Além disso, há diversas outras informações, por meio de Boletins de Ocorrência (BO), sobre petições protocoladas por advogados, além de várias reclamações no Instituto Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-ES), sobre os pacotes de viagens ofertados para clientes e que não foram realizados. De acordo com a Polícia, os crimes ocorriam desde 2019.

Investigação

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O homem mantinha uma agência de viagens, situada no bairro Cidade Nova, em Marataízes, e tinha o registro de pessoa jurídica no cartório. Além disso, a empresa tinha redes sociais, por onde mantinha contato com os clientes e fazia propagandas para atrair a atenção deles. Após o golpista ser detido, o estabelecimento se encontra com as atividades encerradas e foi encaminhado um ofício ao Instagram para a suspensão da conta, o que já foi feito.

“Os pacotes ofertados abaixo do valor de mercado eram comprados por terceiros, sem nenhuma garantia de que seriam cumpridos. O suspeito ofertava as viagens aos clientes com base na cotação do dia, referente a milhas que são comercializadas livremente em sites da internet. Antes de efetivar as compras, os clientes pagavam pelo valor indicado, porém, quando os compradores iriam de fato adquirir essas milhas correspondentes à viagem prometida pelo valor flutuante, já pago por eles, já havia subido ou as milhas tinham sido vendidas a outros negociantes”, explicou o delegado.

Ele, mesmo sabendo da probabilidade real de frustração do acordo com as vítimas, mantinha os clientes no erro e eles descobriam no próprio dia do embarque que não fariam a viagem.

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“O passo seguinte do investigado era tentar, por alternativas mais baratas, até que os clientes desistissem ou aceitassem outros pacotes totalmente diversos do que ele oferecia, uma vez que já estavam vulneráveis, obtendo, dessa forma, vantagem em cima das transações efetuadas pelas vítimas”, acrescentou Renato Barcellos.

O mesmo foi encaminhado para o Centro de Detenção Provisória de Marataízes (CDPM), ficando à disposição da Justiça. Ele responderá pelo crime de estelionato.

Vítima relata golpe

Uma das vítimas, moradora de Cachoeiro de Itapemirim, que prefere não se identificar, relatou em entrevista ao AQUINOTICIAS.COM, que ela, o esposo e o filho, que tiveram um prejuízo de R$ 3 mil, adquiriram um pacote promocional para Foz do Iguaçu, através da indicação de uma amiga, que sem saber, também estava sendo vítima de um golpe.

“Minha amiga, que tinha acabado de comprar o mesmo pacote, me indicou a agência. Fechamos uma viagem para Foz do Iguaçu em mais de 40 pessoas, todos amigos e familiares”.

A compra foi realizada em 2019 e, a viagem, seria em 2020. “Quando chegou a data do grupo viajar, veio a pandemia. Naturalmente a viagem foi cancelada, pois estava tudo fechado. Ele então nos retornou para remarcar, entretanto, disse que só conseguiria nos atender se fôssemos em grupo menores”.

Ela então resolveu viajar apenas com o marido e o filho. A data foi agendada para novembro de 2020. “A gente sempre pedia comprovantes da viagem e ele nunca enviava. Um dia antes de embarcarmos, quando minha mala já estava pronta, ele me ligou, por volta de meia-noite, e disse que adiou para um dia depois. Entretanto, no dia seguinte, também à noite, ligou novamente só que desta vez, para avisar que não iríamos mais viajar”.

O golpista sempre dava desculpas e nunca marcava a data certa. “Na última vez que ele ligou, disse que não ia marcar mais a viagem e que iria me reembolsar. Entretanto, nunca vimos o dinheiro. Quando entrei em contato, meses depois, informou que não me pagaria, pois eu não tinha direito”.

Ainda segundo a vítima, só o prejuízo sofrido pelo grupo, supera os R$ 50 mil.

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