Grande Vitória

Mercado da Capixaba: Prefeitura de Vitória dá Ordem de Serviço para a obra histórica

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Uma nova página de um marco da história do Espírito Santo. O quase centenário Mercado da Capixaba, localizado entre as avenidas Jerônimo
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Uma nova página de um marco da história do Espírito Santo. O quase centenário Mercado da Capixaba, localizado entre as avenidas Jerônimo Monteiro e Princesa Isabel, no Centro da cidade, passará por obras de reforma. A assinatura para o início das intervenções foi assinada neste sábado (25), em evento realizado na Rua Desembargador O’reilly, com a presença do prefeito Lorenzo Pazolini, representantes de Associações de Moradores do Centro, de Associação dos comerciantes, vereadores, moradores e autoridades locais.

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“Nós vamos restaurar o Mercado da Capixaba mantendo os aspectos originais com ar de modernidade. Aqui é o coração do centro de Vitória. É uma obra aguardada pelos capixabas há mais de 20 anos. Estamos iniciando essa obra no valor de R$ 9 milhões, com recursos próprios, fruto da economia que fizemos na Prefeitura, gerando 100 empregos diretos. Teremos aqui arte, cultura, gastronomia, culinária, tudo que temos de valor no Espírito Santo. São 18 lojas climatizadas mais um ambiente aberto na área central do mercado. São 20 anos de espera que, em 2 anos, iremos entregar aos capixabas. Vamos dar vida novamente ao Centro”, destacou o prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini.

Além do restauro das fachadas externa e interna e do telhado, o Mercado da Capixaba, inaugurado em 1926, ganhará elevador, ar-condicionado e iluminação pública. A Rua Araribóia será urbanizada, destinada a pedestres e receberá serviços de drenagem, pavimentação e paisagismo. O investimento previsto é de aproximadamente R$ 9 milhões.

“A reforma do Mercado da Capixaba está inserida no contexto do programa de requalificação do Centro de Vitória, lançado pela gestão do prefeito Lorenzo Pazolini. Entre as ações já realizadas estão a conclusão das obras do Mucane e a do Edifício Santa Cecília, a conclusão do projeto de restauração do viaduto Caramuru e a assinatura da Ordem de Serviço para a construção da nova sede da Emef São Vicente de Paulo. As ações fazem parte do Plano Vitória, um grande pacote de R$ 1 bilhão de investimentos em várias áreas, até 2024”, falou o secretário de Desenvolvimento da Cidade e Habitação, Marcelo de Oliveira.

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Para o presidente Associação dos Comerciantes do Centro, Sidnei Ferreira, esse é um dia história e de muita emoção. “É um momento maravilhoso que o prefeito Lorenzo Pazolini trouxe para os comerciantes e moradores. É uma alegria que a Prefeitura está trazendo para nós autorizando o início das obras no Mercado da Capixaba. Só temos a agradecer”.

Sobre o Mercado da Capixaba

O Mercado da Capixaba foi concebido como parte do programa de construção e remodelação da cidade de Vitória, empreendido pelo governo de Florentino Avidos (1924- 1928), sendo implantado na antiga Avenida Capixaba, atual Avenida Jerônimo Monteiro. Na década de 1920, a Avenida era o principal eixo de passagem que conectava a Ilha de Vitória à região sul da Capital e, consequentemente, aos municípios vizinhos, Cariacica e Vila Velha. Por essa razão, a via passou a abrigar, ao longo dos anos, importantes equipamentos institucionais e culturais, adotando desde o início um forte perfil comercial.

O Mercado foi originalmente construído para funcionar como mercado municipal de abastecimento, abrigando um entreposto de secos e molhados, carnes e frutas verduras e legumes frescos. Durante o período compreendido entre 1920 e 1940, abrigou no pavimento superior o Hotel Avenida, voltado para a então Avenida Capixaba, à época o ‘novíssimo bulevar da cidade’ (de que se originou a Avenida Jerônimo Monteiro), configurando-se desde então como uma referência na vida econômica e social da cidade de Vitória.

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Numa segunda fase, que correspondente às décadas de 1950 e 1960, o pavimento do antigo hotel foi ocupado pelo auditório da Rádio Club do Espírito Santo. Na década de 1960, com a construção do Mercado da Vila Rubim, o mercado deixou de desempenhar sua função original, começando a mudar de uso. Em 2002, o edifício sofreu um incêndio e, desde então, vem se deteriorando e hoje está fechado.

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